Publicado 28/04/2026 05:28

A Comunidade levará Puente à Audiencia Nacional por não ter convocado a Conferência Setorial há mais de três anos

O secretário de Habitação, Transportes e Infraestruturas, Jorge Rodrigo, participa de um café da manhã organizado pela Europa Press, em 28 de abril de 2026, em Madri (Espanha).
Carlos Luján - Europa Press

MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

A Comunidade de Madrid levará o Ministério dos Transportes de Óscar Puente aos tribunais por sua recusa em convocar a Conferência Setorial do setor, o “principal órgão de coordenação” entre o Estado e as comunidades autônomas, após mais de três anos desde a última reunião, algo que consideram “dificilmente justificável”.

Durante os “Desayunos Madrid” organizados pela Europa Press, o secretário de Habitação, Transportes e Infraestruturas, Jorge Rodrigo, adiantou que o governo regional deu nesta terça-feira o primeiro passo nesse sentido.

“Ainda hoje solicitamos formalmente ao Ministério dos Transportes que convoque a Conferência Setorial. Se em 30 dias não houver a convocação oficial, recorreremos aos tribunais”, advertiu.

Nesse caso, especificou, a Comunidade interporá um recurso contencioso-administrativo perante a Audiencia Nacional. Especificamente, a última reunião da Conferência Setorial de Transportes foi realizada em julho de 2022, apesar de o regulamento exigir que ela ocorra a cada seis meses.

“Não se trata de um mero trâmite administrativo. É um instrumento essencial para garantir a coerência do sistema, para compartilhar diagnósticos e para articular respostas conjuntas. Sua ausência por tanto tempo é, por si só, um sintoma preocupante de degeneração democrática", observou o secretário.

Em sua opinião, a recusa em convocar esse órgão de coordenação entre o Governo central e as comunidades autônomas, algo que tem sido reclamado de forma recorrente por diversos governos regionais, representa “a constatação de uma forma de governar que prescinde do diálogo, que ignora a cooperação institucional e que renuncia a construir soluções compartilhadas”.

A “ATITUDE CONSTRUCTIVA” DE MADRID

Após ressaltar que não se trata de uma “questão menor”, o responsável máximo pela área de Transportes na região destacou a necessidade de que essa reunião ocorra para abordar as principais problemáticas nessa matéria de forma coordenada, especialmente no que diz respeito à situação da rede de trens urbanos de Madri.

“Em Madri, sempre mantivemos uma atitude construtiva. Mas também de exigência. Exigência de investimentos compatíveis com o peso e as necessidades da nossa região. E exigência de planejamento, rigor e assunção de responsabilidades. Porque a lealdade institucional não pode ser confundida com resignação”, observou Rodrigo.

Além disso, ele destacou que não se trata de realizar “uma ação política reivindicativa”, mas sim de que o ministro “nos atenda”, já que, até o momento, ele garante que nem mesmo recebeu resposta às cartas enviadas. “Isso demonstra o pouco interesse que ele tem, não por quem está falando com ele, mas o pouco interesse que tem pelos madrilenos e pelos problemas que estão afetando o transporte público de Madrid”, lamentou.

Sobre a possibilidade de que essa solicitação seja abordada de forma conjunta entre as comunidades autônomas, o conselheiro destacou a “relação fluida” que mantém com as demais regiões. No caso de Madri, decidiram que a situação é “muito complexa” e querem abordá-la “o mais rápido possível”. “Nós iniciamos este pedido e espero que alguma comunidade autônoma, se considerar oportuno, também o faça”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado