MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
A Comunidade de Madri apresentou nesta quarta-feira uma queixa junto à Polícia Nacional contra o Clube Rayo Vallecano por impedir o acesso ao Estádio de Vallecas à equipe técnica e aos operários que deveriam iniciar as obras urgentes de manutenção decorrentes das deficiências de segurança detectadas no local, o que levou à suspensãosuspensão cautelar da concessão.
Fontes da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte informaram à Europa Press que os responsáveis do clube se recusaram a facilitar o acesso à equipe técnica e aos operários designados pelo governo regional para realizar os trabalhos de inspeção, verificação e execução.
O Executivo regional sustenta que, em decorrência dessa medida, o concessionário “carece de título jurídico suficiente” para continuar exercendo sua atividade nas instalações, que passaram a estar sob o controle da Comunidade de Madri enquanto decorre o processo para extinguir a concessão.
Segundo as mesmas fontes, o governo regional compareceu às 9h desta quarta-feira no estádio com técnicos de jardinagem, eletricidade, hidráulica, climatização e ventilação. Diante da recusa do clube, os funcionários começaram a trabalhar no prédio adjacente ao campo, cedido a diversas federações esportivas.
A equipe de jardinagem, por sua vez, não conseguiu acessar o local para cuidar do gramado, conforme detalhou o Executivo regional.
“É o modus operandi do clube desde sempre e é isso que está destruindo a imagem e o prestígio do Rayo Vallecano e do estádio”, afirmou a esse respeito o secretário de Cultura, Turismo e Esporte da Comunidade de Madri, Mariano de Paco Serrano.
“NOVA MANOBRA PROTELATÓRIA”
A Comunidade também destacou que o Rayo apresentou à Administração um documento solicitando documentação que, segundo o Executivo regional, já consta do processo e havia sido enviada anteriormente ao clube por meios eletrônicos.
O governo regional classificou essa ação como uma “nova manobra dilatória”. “A partir de agora, cada dia em que o time não puder jogar em seu estádio será de responsabilidade da diretoria do clube”, advertiu o secretário.
A suspensão cautelar da concessão insere-se no âmbito do início do processo para extinguir a concessão do Estádio de Vallecas ao Rayo Vallecano.
A medida foi adotada depois que uma auditoria técnica revelou “graves deficiências” que afetam a segurança das pessoas e exigem a realização de intervenções imediatas.
“A auditoria nos indica que não era possível garantir a segurança das pessoas, nem as condições sanitárias, devido a todos esses elementos que estavam faltando”, explicou De Paco nesta terça-feira em um encontro com jornalistas, defendendo que a Comunidade tem “a obrigação de intervir imediatamente” e executar as reformas necessárias.
Após o término da concessão atual, deverá ser formalizado um novo contrato para a gestão e exploração do estádio, no qual a Comunidade já está trabalhando e que, segundo De Paco, incluirá exigências mais rigorosas para evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer.
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