Jesús Hellín - Europa Press
MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Habitação, Transportes e Infraestruturas da Comunidade de Madrid, Jorge Rodrigo, criticou nesta segunda-feira o fato de o presidente do Executivo central, Pedro Sánchez, “pretender que sejam os madrilenos” a “pagar” suas “regularizações em massa” de migrantes.
Em declarações à imprensa, o secretário madrilenho respondeu assim a uma postagem na rede social 'X' do secretário-geral do PSOE-M, Óscar López, na qual acusava o governo regional de estar tentando "boicotar" a regularização de migrantes antes de recorrer da decisão, em referência à saturação do único escritório do Consórcio Regional de Transportes (CRTM) habilitado na Comunidade para a emissão do histórico do Cartão de Transporte Público Pessoal, um documento utilizado nos processos de regularização de migrantes.
Em um evento na estação de metrô Embajadores, Rodrigo destacou que o CRTM “não alterou sua forma de trabalhar” nesse escritório e ressaltou que, embora o governo de Madri não concorde com essa regularização impulsionada pelo Executivo central, “também não vai boicotá-la”.
Nesse sentido, o secretário explicou que o CRTM fez “o mesmo” que “vem fazendo nos últimos anos” e que, “se o que o governo de Pedro Sánchez quer é que” a Comunidade participe dessa regularização, deve enviar “os recursos financeiros ou o pessoal suficiente para que isso seja possível”.
“O que não pode acontecer é o governo de Pedro Sánchez realizar uma regularização em massa de forma indiscriminada e sem qualquer tipo de controle e pretender que as Comunidades Autônomas, neste caso o governo da Comunidade de Madrid, sejam quem pague aos funcionários públicos e que sejam os madrilenos a arcar com os custos do pessoal necessário para realizar essa regularização. Isso não vai acontecer”, acrescentou.
MARTÍN ACUSA O EXECUTIVO DE BUSCAR O COLAPSO
Na mesma linha, pronunciou-se o secretário de Presidência, Justiça e Administração Local, Miguel Ángel García Martín, que acusou o governo de “buscar” o colapso dos serviços públicos na região, criticando a Proposta de Lei (PNL) do PSOE de Madri para reforçar esse órgão.
Durante uma visita às obras da Cidade da Justiça, García Martín rejeitou a iniciativa socialista e associou essa medida ao processo de regularização proposto pelo Governo central. “Esse processo de regularização visa o colapso dos serviços públicos também na Comunidade de Madri”, afirmou.
O secretário defendeu que as agências do Consórcio têm como função principal atender os usuários do transporte público. “Elas devem prestar serviço aos passageiros que solicitam ou renovam seus passes ou esclarecem dúvidas, e não são agências de regularização de imigrantes”, destacou.
Além disso, ele garantiu que esses serviços já estão atendendo a toda a população e pediu ao PSOE a retirada do projeto de Decreto Real promovido pelo Governo central em matéria de regularização.
“É uma verdadeira barbaridade. Ninguém é a favor dessa regularização em massa”, sustentou, ao mesmo tempo em que alertou para uma possível saturação dos serviços públicos regionais e locais. Em sua opinião, o Executivo liderado por Pedro Sánchez busca “ganho político” com essas medidas.
“O Partido Socialista e o Governo de Pedro Sánchez buscam apenas o ganho político e, como digo, tentar colapsar todos e cada um dos serviços públicos”, criticou.
CRÍTICAS DO PSOE À COMUNIDADE
Essas críticas por parte do PSOE surgem depois que a Comunidade de Madri anunciou que recorrerá aos tribunais se o Governo da Espanha lhes impor “distribuições forçadas e ilegais” de menores migrantes desacompanhados; ao mesmo tempo em que denunciou que o Executivo de Pedro Sánchez está “brincando” com essas pessoas.
Além disso, o PSOE de Madri reivindicou, em uma Proposta de Lei (PNL), divulgada pela 'Cadena Ser' e à qual a Europa Press teve acesso, que seja reforçado o escritório do Consórcio Regional de Transportes de Madri, na Praça Diego de Ordás, que emite o histórico do Cartão de Transporte Público Pessoal, um documento útil no processo de regularização de migrantes.
Os socialistas afirmam que estão a ocorrer “longas esperas, falta de agendamentos e limitações horárias” devido à falta de “pessoal suficiente”, pelo que solicitaram várias medidas à Comunidade de Madrid. Em primeiro lugar, exigiram o aumento do número de escritórios habilitados para a emissão do cartão, o reforço dos recursos humanos e a garantia de acessibilidade para pessoas com dificuldades digitais ou grupos vulneráveis.
Por outro lado, solicitaram que sejam publicadas informações claras, completas e atualizadas sobre o procedimento, além de estudar a possibilidade de que o certificado possa ser emitido por meio do aplicativo “Mi Tarjeta Transporte” do Consórcio de Transportes.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático