Fernando Sánchez - Europa Press
MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz de Compromís no Congresso, Àgueda Micó, reiterou sua total oposição ao aumento dos gastos militares exigidos pela União Europeia e advertiu o PSOE de que seu partido reconsideraria seu apoio ao governo se este decidisse levar adiante essa medida com o apoio do PP.
Em uma entrevista coletiva e questionada sobre a possibilidade de os socialistas recorrerem ao Partido Popular se fosse necessário votar na Câmara dos Deputados para aumentar o orçamento de defesa, tendo em vista a rejeição de seus parceiros habituais, Micó explicou que primeiro seria necessário verificar se, em termos de competência, um aumento nesses itens deve ser submetido ao Congresso ou se o Executivo pode aprová-lo por conta própria, como recorrer a fundos de contingência.
De qualquer forma, ele explicou que o governo precisa tomar decisões e também "ouvir" seus aliados no bloco de investidura, a fim de avaliar o apoio que teria para aumentar os gastos militares, que, em sua opinião, não têm o apoio do público.
ELE NÃO FICARIA SURPRESO COM A MANOBRA DO PSOE
Entretanto, ele disse que não seria a primeira nem a última vez que o PSOE se aproximaria do PP tendo em mente os interesses das forças armadas em vez dos interesses da maioria social. "Não ficaríamos surpresos", admitiu o deputado do Compromís.
No entanto, ela afirmou que, se os socialistas tomarem tal atitude, o Compromís primeiramente "deslegitimará" a atitude do PSOE e, em seguida, estudará "as consequências políticas" que isso poderia ter em termos de apoio ou não ao governo de coalizão.
Fontes do partido valenciano afirmam que concordar com o PP sobre um aumento nos gastos com armas seria um "agravamento adicional" nessa legislatura por parte do PSOE, além de outras medidas que eles criticam, como a expansão do porto de Valência, a falta de medidas para corrigir o subfinanciamento de Valência ou a abordagem de alívio da dívida para as regiões autônomas, com a qual eles não concordam no caso de sua comunidade.
Portanto, essa medida faria com que o Compromís repensasse seu apoio ao governo, já que, no caso deles, não estão presentes na coalizão governamental e apenas fornecem apoio parlamentar, pois fazem parte do grupo parlamentar Sumar.
Eles também especificam que estariam dispostos a assumir a implantação de investimentos em outras áreas, como a melhoria da segurança nas telecomunicações, para evitar ataques cibernéticos e nos serviços de inteligência.
CONSENSO NA SUMAR SOBRE A REJEIÇÃO DO AUMENTO DOS GASTOS COM ARMAS
Micó também enfatizou que a Compromís não concorda com o aumento dos gastos militares, pois acredita que é um erro iniciar uma "corrida armamentista" na UE e usar uma "linguagem belicista".
Ele também afirmou que essa é a posição "totalmente coincidente e compartilhada" entre os diferentes partidos que compõem a coalizão Sumar, após a reunião realizada na tarde de ontem, que antecedeu a reunião entre o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, e a segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, sobre política de defesa, que será realizada ao meio-dia de hoje.
Contra isso, ele argumentou que os estados membros da UE têm orçamentos de defesa maiores do que os da Rússia, portanto a Europa não precisa se endividar para comprar mais armas. Em vez disso, ele defendeu um modelo de segurança mais voltado para os direitos humanos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático