Publicado 01/07/2026 23:53

O Comitê Pró-Santa Cruz denuncia Evo Morales e dois líderes sociais por “levante armado” nos bloqueios

20 de junho de 2026, El Alto, Bolívia: EL ALTO, BOLÍVIA — 20 DE JUNHO DE 2026: Policiais e militares foram mobilizados por toda a cidade de El Alto após a declaração de um estado de exceção de 90 dias pelo presidente boliviano Rodrigo Paz. As forças de se
Carlos SáNchez Navas/Jna / Zuma Press / Europa Pre

MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -

A organização civil conservadora Comitê Cívico pró-Santa Cruz, do departamento boliviano de mesmo nome, apresentou nesta quarta-feira uma denúncia contra o ex-presidente Evo Morales (2006-2019), o líder da Central Operária Boliviana (COB), Mario Argollo, e contra o dirigente da Federação de Camponeses Túpac Katari, Vicente Salazar, a quem acusa de crimes como “levante armado (...), associação criminosa (e) terrorismo” no contexto dos bloqueios e mobilizações que afetaram o país durante 53 dias e que exigiam a renúncia do presidente, Rodrigo Paz.

“Dissemos isso e cumprimos. O presidente do Comitê Pró-Santa Cruz (Stello Cochamanidis) já assinou. Está sendo apresentada ao Ministério Público Departamental de Santa Cruz uma denúncia pela prática de crimes graves, como revolta armada contra a segurança e a soberania do Estado, associação criminosa, terrorismo, financiamento do terrorismo e outras nove tipologias de crimes”, anunciou o vice-presidente da organização, Agustín Zambrana, em declarações coletadas pelo jornal “El Deber”.

Zambrana se manifestou dessa forma após comparecer ao Ministério Público Departamental de Santa Cruz para apresentar, juntamente com Cochamanidis e o também vice-presidente Dino Franco, a referida denúncia, com a qual, alegam, pretendem que sejam investigados os fatos ocorridos durante os protestos e que os responsáveis respondam perante a justiça.

“Não é perseguição, não é vingança, é justiça que queremos para que acabe a cultura de destruir a Bolívia e ficar impune”, defendeu Zambrana, antes de ressaltar que “isso é só o começo”.

Paralelamente, seu colega na organização, Dino Franco, defendeu a ação judicial contra “os responsáveis pela destruição da Bolívia durante 53 dias”. “Não podemos permitir que essas pessoas, que causam tanto dano aos bolivianos, fiquem impunes”, reivindicou ele, acusando-as de agir “destruindo a Bolívia, gerando desemprego e prejudicando todo o aparato produtivo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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