Publicado 19/11/2025 05:07

O comitê parlamentar da Argentina concluiu que Milei usou seu cargo para promover criptomoedas

Archivo - Arquivo - O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante o último dia do Fórum Econômico de Madri, no Palácio de Vistalegre, em 8 de junho de 2025, em Madri (Espanha). Depois de duas edições anteriores em Andorra, o fórum agora foi tr
Gabriel Luengas - Europa Press - Arquivo

MADRID 19 nov. (EUROPA PRESS) -

Um comitê do Parlamento da Argentina concluiu que o presidente Javier Milei e sua irmã Karina, como secretária-geral da Presidência, usaram seus cargos para promover a criptomoeda $LIBRA, em um caso de "suposta fraude internacional", que causou milhões de dólares em perdas entre investidores em todo o mundo.

"Constitui um caso de alta gravidade institucional", diz o relatório dessa comissão, formada por quinze deputados da oposição, que apontam que Milei "usou a investidura presidencial (...) para realizar um ato que está sendo investigado como uma suposta fraude de âmbito internacional".

Ele considera que Milei e sua irmã têm que responder ao Congresso porque há responsabilidades políticas. Ao mesmo tempo, eles decidiram apresentar acusações criminais contra o Ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, bem como contra o juiz Marcelo Martínez de Giorgi e o promotor Eduardo Taiano, entre outros, por se recusarem a cooperar.

O relatório de 205 páginas foi recebido pelo partido governista como parte de "um decálogo de todos os excessos possíveis, incluindo o autoritarismo". Para o deputado do La Libertad Avanza, Nicolás Mayoraz, trata-se de um "delírio", de acordo com o jornal argentino 'La Nación'.

A comissão apresentou suas conclusões três meses depois de começar a analisar as possíveis irregularidades em que Milei incorreu ao patrocinar, em 14 de fevereiro, em suas redes sociais, o lançamento da $LIBRA, uma criptomoeda que serviria para "financiar o empreendedorismo e as pequenas empresas na Argentina".

Depois que seu valor disparou, rapidamente despencou, deixando milhões em perdas entre um total de 114.410 investidores, de acordo com esse relatório, que estima que as operações executadas movimentaram entre 100 e 120 milhões de dólares.

O próprio Milei apagou sua mensagem de apoio de suas redes sociais depois que as primeiras alegações começaram a surgir e acabou escrevendo outra se desvinculando do caso. Para a comissão, essa foi "uma colaboração essencial" para que essas operações fossem realizadas.

"Acreditamos que houve artifício e engano (...) um padrão muito comum de fraude no mundo das criptomoedas, em que há uma alta concentração inicial de ofertas; postagem por uma pessoa pública que divulga a existência da criptomoeda; a entrada de compradores e, em seguida, uma retirada de fundos por aqueles que financiaram a criptomoeda. Seu valor cai automaticamente e os compradores ficam sem nada", explicou o deputado Óscar Agost Carreño.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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