MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
Um comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta segunda-feira um projeto de resolução para hastear a bandeira do Estado da Palestina, que atualmente é um Estado observador não membro, na sede do órgão internacional, o que é um passo simbólico para se tornar parte da comunidade internacional.
Fontes da OMS consultadas pela Europa Press explicaram que a Comissão B da 78ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou por votação um projeto de resolução sobre o hasteamento da bandeira palestina, que será apresentado ao plenário nesta terça-feira para adoção formal pelo mais alto órgão decisório da Organização.
A resolução foi apoiada por 95 países e teve a oposição de quatro: Israel, Hungria, República Tcheca e Alemanha. Além disso, 27 países se abstiveram, de acordo com a agência de notícias palestina WAFA.
O representante permanente do Estado da Palestina nas Nações Unidas e em outras organizações internacionais na Suíça, Ibrahim Jrashi, disse em um discurso na Assembleia que "a resolução é simbólica e um passo único, mas mostra que (somos) parte da comunidade internacional que contribui para o apoio a questões de saúde".
"Esperamos obter a adesão plena à OMS e a todas as instituições da ONU em breve", disse ele, conforme citado pela agência de notícias. Por outro lado, em referência a Israel, ele declarou que "é apropriado reconsiderar a adesão do estado ocupante" após "19 meses de genocídio contra o povo palestino".
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