Publicado 19/02/2026 09:53

A Comissão Europeia justifica a participação na Junta de Paz de Trump por se tratar de um convite a Von der Leyen e não à UE.

Archivo - Arquivo - A comissária da CE para o Mediterrâneo, Dubravka uica, durante a reunião ministerial do Fórum Regional da União para o Mediterrâneo (UpM), em 28 de novembro de 2025, em Barcelona, Catalunha (Espanha). Este encontro é convocado com a i
David Zorrakino - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 19 fev. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia justificou nesta quinta-feira a participação da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, na reunião do Conselho de Paz para Gaza, que ocorre hoje em Washington, alegando que a chefe do Executivo comunitário, Ursula von der Leyen, recebeu um convite pessoal para comparecer.

Em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, a porta-voz da Comissão, Paula Pinho, confirmou que a participação da comissária na iniciativa promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se deve ao fato de que “o convite foi enviado à presidente Von der Leyen”, e não à União Europeia como um todo.

Assim, segundo a visão de Bruxelas, Suica participará da reunião na qualidade de membro do Colégio de Comissários, mas não em representação dos 27, uma vez que qualquer posição sobre política externa deve ser previamente definida por unanimidade entre todos os Estados-membros da UE.

Questionada sobre as críticas de alguns países à participação da comissária na reunião do Conselho de Paz, Pinho afirmou que a Comissão debateu esta quarta-feira a iniciativa lançada por Trump com os Estados-Membros, incluindo a questão da participação da UE.

Outro porta-voz comunitário, Guillaume Mercier, também se referiu a esta questão, lembrando que, como a UE é “o principal doador” da Palestina e um dos “principais atores” em Gaza, “é importante” que esteja presente na mesa de negociações para acordar a paz na região.

No entanto, ele reiterou que a participação da comissária se concentrará apenas “em Gaza e sua reconstrução”, ressaltando ainda que a participação da Comissão Europeia “não implica tornar-se membro do Conselho de Paz”.

“Nossa participação deve ser entendida no contexto de nosso compromisso de longa data com a aplicação do cessar-fogo em Gaza, bem como com nosso envolvimento nos esforços internacionais para a recuperação e reconstrução de Gaza. Acreditamos que temos um papel importante a desempenhar”, concluiu. VON DER LEYEN FOI CONVIDADA

A presidente da Comissão Europeia foi convidada para a reunião do Conselho de Paz que terá lugar esta quinta-feira na capital americana, embora Von der Leyen tenha recusado participar, lembrando as reticências que gera em Bruxelas a compatibilidade jurídica devido à vontade de Trump de converter o organismo numa entidade que media noutras guerras.

Tanto o Executivo comunitário como os Vinte e Sete recusaram participar no Conselho de Paz, invocando “sérias dúvidas” sobre “a compatibilidade” da proposta apresentada pela Administração Trump com a Carta das Nações Unidas, a sua governação ou o seu âmbito de atuação.

Entre as dúvidas encontram-se algumas relativas ao formato, uma vez que há mais países do que a União Europeia esperava, e também pairam dúvidas jurídicas sobre a compatibilidade com a ONU e com o Direito da União Europeia, uma vez que Trump propôs que o futuro do organismo passe por ser permanente e mediar em outros conflitos, papel que já é exercido pelas Nações Unidas.

Suica acabará por comparecer à reunião, embora o Executivo comunitário não tenha querido especificar em que qualidade o fará. No entanto, fontes europeias indicaram que a Comissão comunicou aos Estados-Membros que irá na qualidade de observadora.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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