Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Supervisão do Congresso peruano descartou a existência de uma rede de prostituição dentro do Parlamento, como foi denunciado em dezembro do ano passado, após o assassinato de Andrea Vidal, parceira do suposto líder dessa rede, agora ex-chefe do escritório jurídico da Câmara, Jorge Torres Saravia.
O relatório final afirma que não há provas suficientes para estabelecer a existência de uma rede de prostituição, mas reconhece que houve recrutamentos irregulares marcados por uma clara abordagem sexista. Ao mesmo tempo, recomenda-se que Saravia seja investigado pelo crime de uso indevido de cargo público.
Da mesma forma, o texto também aponta que o partido Alianza para el Progreso (APP), ao qual Saravia pertencia, teve um papel decisivo em alguns eventos que estão sendo investigados pelo Ministério Público e que vieram à tona depois que assassinos contratados mataram Vidal em plena luz do dia no distrito de La Victoria, em Lima.
A imprensa peruana noticiou que os dois faziam parte de um esquema no qual Saravia era encarregada de encontrar supostas prostitutas para Vidal empregar como secretárias ou assessoras no Congresso.
O presidente da comissão de supervisão do Congresso, Juan Burgos, sugeriu na época que o suposto esquema tinha como objetivo obter os votos dos parlamentares em troca de favores sexuais.
Saravia, advogado de profissão, foi levado ao Congresso em 2020 por Luis Valdez, secretário-geral da Alianza para el Progreso, um dos partidos que apoia a presidente altamente questionada, Dina Boluarte. Seu passado inclui um crime de violência sexual, que ele mesmo reconheceu, mas pelo qual não foi julgado.
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