Publicado 21/04/2026 05:10

O comissário europeu para a Justiça alerta para os riscos das redes sociais para os menores: "Eles devem estar protegidos"

Bruxelas prepara uma Lei de Equidade Digital para reforçar a proteção dos consumidores na Internet

O Comissário Europeu para a Democracia, Justiça, Estado de Direito e Proteção do Consumidor, Michael McGrath, durante um café da manhã informativo organizado pela Europa Press, em 21 de abril de 2026, em Madri (Espanha).
Jesús Hellín - Europa Press

BRUXELAS, 21 abr. (EUROPA PRESS) -

O comissário europeu para a Democracia, Justiça e Estado de Direito, Michael McGrath, alertou nesta terça-feira sobre os riscos das redes sociais para os menores e defendeu o reforço de sua proteção diante do aumento da desinformação e da manipulação online.

Durante sua participação no Desayunos Informativos da Europa Press em Madri, McGrath destacou que o ambiente digital está apresentando novos riscos para os cidadãos, especialmente para os mais jovens, e ressaltou a necessidade de atualizar as normas europeias.

“O que é ilegal fora da Internet deve ser ilegal também na Internet”, afirmou, ao mesmo tempo em que alertou sobre práticas como designs viciantes, padrões enganosos ou o uso de dados pessoais para influenciar o comportamento dos usuários.

Nesse sentido, destacou que a Comissão Europeia, presidida por Ursula von der Leyen, está trabalhando em uma futura Lei de Equidade Digital que abordará esses desafios e também reforçará a proteção dos consumidores no ambiente online.

O político irlandês colocou o foco na proteção dos menores e reconheceu que o debate sobre possíveis restrições ao uso das redes sociais está ganhando força na Europa e internacionalmente. “As crianças devem estar tão protegidas no ambiente digital quanto estão fora dele”, sublinhou.

Além disso, ele enfatizou que essa futura regulamentação buscará colmatar lacunas na proteção dos usuários na Internet e proporcionar maior clareza às autoridades para agir contra práticas abusivas, como os chamados ‘dark patterns’, os sistemas de personalização enganosa ou as dificuldades para cancelar assinaturas digitais.

Nesse sentido, ele destacou que a disrupção digital está transformando o comportamento dos consumidores e colocando à prova os marcos regulatórios existentes, o que torna necessário reforçar a segurança e a confiança no mercado digital europeu.

REFORÇO DO ESCUDO EUROPEU DA DEMOCRACIA

Por outro lado, o comissário defendeu a implementação do Escudo Europeu da Democracia como resposta ao que classificou de ameaças “interconectadas” aos sistemas democráticos.

McGrath alertou que os algoritmos, a manipulação de informações e as interferências estrangeiras estão minando a confiança dos cidadãos e alimentando a desafetação política.

“Existe uma lacuna entre o que os cidadãos esperam e o que percebem que recebem, e isso gera um terreno fértil para a desinformação”, afirmou.

Nesse contexto, explicou que o Escudo Europeu da Democracia visa reforçar a integridade dos processos eleitorais, proteger a independência da mídia e combater os ecossistemas de manipulação da informação.

Além disso, ele destacou que essa iniciativa inclui medidas para melhorar a coordenação entre os Estados-Membros no combate à desinformação e reforçar a alfabetização digital e midiática dos cidadãos, com o objetivo de aumentar sua resiliência diante desses fenômenos.

“Defender a democracia é defender a estabilidade de nossas sociedades abertas”, afirmou o comissário, que situou essas ações num contexto de crescente instabilidade geopolítica e econômica, com tensões internacionais, perturbações nas cadeias de abastecimento e uma aceleração da transição digital.

Nesse cenário, ele defendeu que a União Europeia deve apoiar-se em seus valores fundadores, como o Estado de Direito e a confiança, como base para garantir sua competitividade e resiliência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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