Publicado 03/06/2025 10:50

Comissário de defesa europeu pede aumento de gastos, citando a ameaça de Putin e o recuo dos EUA

Andrius Kubilius, Comissário Europeu de Defesa, em uma coletiva de imprensa.
COMISIÓN EUROPEA

BRUXELAS 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, defendeu nesta terça-feira o aumento dos gastos militares na União Europeia, argumentando que a Rússia representa uma ameaça crescente e que o presidente russo, Vladimir Putin, não vai parar a agressão contra a Ucrânia por vias diplomáticas, e alertando para a possível retirada dos Estados Unidos do continente.

Ao discursar na conferência "Reimaginando a defesa europeia: desafios e o caminho a seguir", realizada em Haia, o comissário europeu pediu liderança política para fortalecer a defesa europeia, destacando que uma "força substancial é necessária para subir a colina" depois de anos em que os gastos militares europeus estiveram em declínio.

"A guerra na Ucrânia continuará enquanto Putin quiser que ela continue. A paz não virá. E, na minha opinião, a paz por meio de algum tipo de esforço diplomático que podemos elogiar não será alcançada", alertou o político báltico, que insistiu que o líder russo não está interessado em interromper a agressão que lançou contra a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Ele também alertou sobre a crescente ameaça representada por Moscou, enfatizando que a Rússia está cada vez "mais agressiva e mais forte", razão pela qual a UE deve começar a pensar em como poderia repelir um ataque russo contra um ataque europeu e da OTAN, depois de lembrar que os serviços de inteligência consideram que a Rússia poderia colocar os aliados à prova dentro de cinco anos.

"A questão para mim é muito clara: estamos preparados para enfrentar um exército russo testado em batalha com milhões de drones?

Kubilius apontou para o fato de os países europeus assumirem mais responsabilidade por sua defesa devido ao "início da retirada americana da Europa", observando que, no momento, a China é a prioridade de segurança de Washington.

"Não podemos ter certeza de como os EUA se comportarão no futuro em relação às questões ucranianas, mas temos que estar preparados para que eles também diminuam seu papel nessa questão. Isso significa que a paz na Ucrânia será responsabilidade da UE", disse ele.

Por todas essas razões, o ex-primeiro-ministro lituano disse que a UE deve "mudar sua mentalidade" e deixar de "esperar" pela paz para "criá-la". Em sua opinião, a UE esperou primeiro que Kiev vencesse o conflito, que os Estados Unidos fizessem a paz ou que um "telefonema milagroso" com Putin pusesse fim à guerra.

"Essa espera não está trazendo nenhum resultado. Portanto, na minha opinião, temos que mudar nossa mentalidade de esperar pela paz para criar a paz", reiterou ele, observando que "a única maneira" de chegar ao fim do conflito é implementar a fórmula de paz ucraniana e fortalecer Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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