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MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) - Dezenas de pessoas participaram nesta terça-feira do funeral das mais de 160 vítimas mortais de um bombardeamento contra uma escola no sul do Irã, pouco depois do início da ofensiva surpresa em grande escala por parte dos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
De acordo com informações recolhidas pela emissora de televisão iraniana Press TV, os participantes marcharam pelas ruas da localidade de Minab, na província de Hormozgán, carregando fotografias das vítimas, estimadas em 165 pelas autoridades iranianas, na sua maioria alunas do centro educacional.
A cerimônia foi realizada três dias após o ataque contra a escola Shajaré Tayabé, que levou o Ministério Público provincial a denunciar um ataque “criminoso” e “selvagem”, que também deixou entre as vítimas fatais professores e pais das alunas.
O chefe do aparato judicial de Hormozgán, Mojtaba Qahremani, afirmou na terça-feira que até agora foi possível identificar 140 das vítimas mortais, enquanto continuam os trabalhos para identificar outras 25 pessoas, que exigirão testes de DNA para determinar quem são.
Qahremani enfatizou ainda que os fragmentos das armas utilizadas no bombardeio contra a escola foram localizados, apreendidos e transferidos para análise com vista à abertura de uma investigação, cujas conclusões poderão ser levadas aos tribunais internacionais.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento cerca de 800 mortos no Irã, conforme confirmado nesta terça-feira pela Cruz Vermelha. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército do Irã, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio.
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