Europa Press/Contacto/Marwan Naamani
MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
As delegações do Líbano e de Israel deram início nesta terça-feira a uma nova rodada de negociações mediada pelos Estados Unidos, a quarta desde que o Exército israelense e o partido-milícia xiita Hezbollah retomaram os confrontos no último dia 2 de março, e pouco depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter ordenado a intensificação da ofensiva contra território libanês, o que o levou a um desentendimento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
As equipes de negociação, lideradas pelos embaixadores dos dois países em Washington, a libanesa Nada Hadamé Moauad e o israelense Yechiel Leiter, foram recebidas na sede do Departamento de Estado, na capital americana, para dois dias de conversações.
O encontro foi marcado no último dia 15 de maio, data em que as duas partes concordaram em prorrogar por 45 dias um cessar-fogo já frágil naquele momento, quando os bombardeios de Israel sobre o Líbano já haviam deixado mais de 2.900 mortos. De acordo com o balanço das autoridades libanesas desta segunda-feira, o número de mortos por esses ataques chega a mais de 3.400.
Essas conversas ocorrem, além disso, um dia depois de Trump revelar que havia mantido uma conversa “muito produtiva” com Netanyahu, que se comprometeu a não enviar tropas a Beirute, antes de destacar que também manteve contatos com membros do partido-milícia xiita libanês, o Hezbollah, que “concordaram em parar de atirar”. “Israel não os atacará e eles não atacarão Israel”, acrescentou.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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