Publicado 09/06/2026 12:28

Começam as escavações no oeste da Ucrânia em busca de valas comuns de poloneses da Segunda Guerra Mundial

Archivo - Arquivo - 31 de janeiro de 2017 - Kiev, Kiev, Ucrânia - Símbolos nazistas pintados permanecem visíveis após a limpeza em uma lápide no cemitério de Bykivnia, onde muitos poloneses foram enterrados após o massacre de Katyn, nas proximidades de Ki
Europa Press/Contacto/Celestino Arce Lavin

MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -

Pesquisadores poloneses deram início, nesta terça-feira, aos trabalhos de escavação em busca de valas comuns de poloneses assassinados durante a Segunda Guerra Mundial no oeste da Ucrânia, uma iniciativa que surge justamente no momento em que a Polônia e a Ucrânia travam uma controvérsia de conotação histórica devido à designação de uma divisão do Exército ucraniano como um grupo nacionalista insurgente que combateu nazistas e soviéticos, mas ao qual são atribuídos massacres de poloneses em 1944.

Segundo a mídia polonesa, os trabalhos são liderados pelo Instituto Polonês de Memória Nacional em colaboração com parceiros ucranianos e têm como objetivo localizar duas valas comuns onde se espera encontrar os restos mortais das vítimas do massacre de Huta Peniatska, onde quase mil civis poloneses foram assassinados e a aldeia ficou completamente arrasada em fevereiro de 1944.

Este episódio, na região ucraniana de Lviv, está no centro da polêmica entre Varsóvia e Kiev, uma vez que envolve o Exército Insurgente Ucraniano (UPA), UPA, uma formação ultranacionalista responsável pelo massacre de cerca de 100.000 poloneses naquela época, e que agora o Exército ucraniano está recuperando para batizar um batalhão.

“Estamos procurando pelo menos duas valas comuns”, declarou Tomasz Trzaska, do Escritório de Busca e Identificação do órgão polonês, em declarações à agência de notícias PAP, para indicar que os possíveis locais de sepultamento foram identificados de forma preliminar com base em depoimentos de testemunhas, fotografias históricas e na topografia da região.

A entidade identificou 634 vítimas, embora as estimativas indiquem que entre 800 e 1.000 pessoas foram assassinadas nesse massacre. A legislação ucraniana exige a localização dos corpos para a realização das escavações, por isso é fundamental confirmar o trabalho preliminar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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