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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
Agricultores e transportadores mexicanos iniciarão nesta segunda-feira um bloqueio em cerca de vinte estados, dando início a uma greve nacional por tempo indeterminado diante do que descrevem como “respostas positivas precisas diante da grave situação que o campo e o transporte de alimentos enfrentam no país”, o que inclui insegurança nas rodovias e descontentamento com fatores do mercado, como a concorrência das importações e o controle das grandes empresas.
Foi assim que a Frente Nacional para o Resgate do Campo Mexicano (FNRCM) e a Associação Nacional de Transportadores (ANTAC) apresentaram a situação em um comunicado conjunto no qual, além da já mencionada falta das respostas desejadas por parte das autoridades, protestam, entre outros aspectos, contra “importações desleais e de má qualidade”, “controle do mercado por grandes empresas que pagam mal ao produtor e vendem caro ao consumidor”, aumentos nos fertilizantes e combustíveis “decorrentes da guerra” no Irã e “falta de financiamento e apoios suficientes”.
Diante dessa situação, ambas as organizações apresentaram até quinze reivindicações que giram em torno da “segurança nas estradas”, como o “apoio imediato às viúvas e órfãos de colegas mortos pela criminalidade organizada”, bem como esforços governamentais para “detener já as importações indiscriminadas” e alcançar “preços justos”, com propostas como “um banco de desenvolvimento para o campo” e “uma nova política pública para o desenvolvimento de um modelo agroalimentar que torne nossa agricultura e alimentação viáveis e menos dependentes”.
“Não somos contra o governo nem seus programas, mas os consideramos insuficientes”, ressaltam ambas as entidades em um comunicado no qual negam estar pedindo dinheiro para suas organizações ou dirigentes. “Concordamos que os apoios atuais e futuros concedidos sejam direcionados aos produtores e sem intermediários”, afirmaram.
“O campo e o transporte são fundamentais para o país e, se essas atividades deixarem de ser viáveis, todos sofreremos as consequências”, alertaram.
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