PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 11 maio (EUROPA PRESS) -
O julgamento contra o ex-presidente do Equador, Lenín Moreno, terá início na manhã desta segunda-feira, dias após o ex-mandatário ter retornado ao país para depor perante o Tribunal Nacional de Justiça, após ter sido indiciado por suborno em relação a uma trama de corrupção e uma rede de subornos na qual também estaria envolvida uma empresa chinesa e a maior usina hidrelétrica do país.
Após cinco anos no Paraguai, o ex-presidente terá agora de responder às acusações que lhe são imputadas no caso conhecido como “Sinohydro”, no qual é acusado de ser autor direto do crime de suborno em relação ao suposto pagamento de propinas no valor de 65 milhões de euros durante a concessão e construção da usina hidrelétrica Coca Codo Sinclair pela empresa chinesa Sinohydro, quando exercia o cargo de vice-presidente de Rafael Correa.
Essa rede de corrupção teria operado entre os anos de 2009 e 2018 e, segundo o Ministério Público, os pagamentos ilegais não foram realizados diretamente, mas por meio de consultorias “fictícias” e empresas de fachada, além de transferências bancárias ligadas ao círculo íntimo de Moreno quando este ocupava a vice-presidência.
Os subornos, cujo valor estimado chegaria a cerca de 4% do valor total da obra energética, também estariam relacionados a várias contas no Balboa Bank do Panamá, em nome da empresa INA Investment Corporation (fundada por seu irmão) e a partir das quais teriam sido adquiridos bens de luxo.
O retorno de Moreno, atualmente no Paraguai, onde trabalha para a Organização dos Estados Americanos (OEA), provocou inúmeras críticas por parte de membros da oposição, que acusaram o ex-presidente de “se sentir impune” e de voltar com “tranquilidade”.
A intimação de Moreno representa um dos pontos altos da investigação apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado em março de 2023, na qual se vincula Moreno, familiares e pessoas próximas, bem como um total de 24 pessoas, a essa rede de subornos em torno da usina, que iniciou suas operações em 2016 após obras estimadas em cerca de 1,7 bilhão de euros.
No último dia 4 de dezembro, Moreno rejeitou todas as acusações por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. “Não foi possível provar que ele tenha recebido um único centavo”, declarou o ex-presidente antes de apontar diretamente Correa e o ex-vice-presidente Jorge Glas como responsáveis.
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