PRESIDENCIA DE SIRIA - Arquivo
MADRID 27 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Síria deram início ao primeiro julgamento público contra um alto funcionário do regime de Bashar al Assad, derrubado em dezembro de 2024 após uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), comandado pelo atual presidente de transição, Ahmed al Shara.
O primeiro processo teve como alvo principal Atef Nayib, ex-chefe da Segurança Política na província de Daraa, acusado de diversos crimes cometidos durante a repressão aos protestos antigovernamentais que eclodiram em 2011, na esteira da chamada “Primavera Árabe”.
Nayib, que foi preso em janeiro de 2025, logo após a queda do regime de Al Assad, era chefe do referido órgão quando eclodiram os protestos antigovernamentais, desencadeados depois que vários adolescentes que fizeram pichações contra o Executivo sírio foram detidos e torturados pelas forças de segurança.
“Início das primeiras sessões do julgamento contra Atef Nayib, um passo há muito esperado no caminho rumo à justiça”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Justiça Transicional da Síria, Abdulbasit Abdulatif, em uma mensagem publicada em sua conta nas redes sociais.
“De Daraa, onde surgiu a faísca (dos protestos populares contra Al Assad), até ao tribunal, a prestação de contas avança de forma concreta e as portas da verdade se abrem”, assinalou. “Não há como escapar à punição, e a justiça continua”, destacou.
Nesse sentido, o próprio Al Shara enfatizou que “a justiça continuará sendo um dos principais valores” no país e “um grande objetivo que o Estado e suas instituições trabalham para alcançar, a fim de fazer justiça às vítimas, curar as feridas e reforçar a paz e a coexistência civil”.
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