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MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
As procissões fúnebres em homenagem ao ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro nos primeiros momentos da ofensiva lançada de surpresa pelos Estados Unidos e por Israel contra o país asiático, tiveram início nesta quarta-feira na cidade iraquiana de Najaf, mais uma vez com a participação de milhares de pessoas nas cerimônias, que começaram na semana passada em Teerã e terminarão amanhã com seu enterro na cidade iraniana de Mashhad.
O corpo de Jamenei foi transportado na terça-feira para Najaf, uma das cidades mais sagradas para a comunidade xiita, para onde também se deslocaram o presidente e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Masud Pezeshkian e Abbas Araqchi, respectivamente, acompanhados por uma importante delegação oficial.
Os restos mortais do líder supremo iraniano assassinado foram recebidos pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al Zaidi, após o que, nesta quarta-feira, teve início o percurso do caixão, envolto em uma bandeira do Irã, pelas ruas de Najaf, onde se reuniram milhares de pessoas empunhando bandeiras iranianas e pretas, em sinal de luto.
Está previsto que o corpo seja levado ao mausoléu do Imam Ali para as orações fúnebres, após o que será transportado para a cidade de Karbala, também de grande importância religiosa para os xiitas, antes de seu retorno ao Irã para o enterro no mausoléu do Imam Reza, considerado um dos mais importantes centros de peregrinação xiita.
As cerimônias ocorrem em meio às negociações iniciadas pelos Estados Unidos e pelo Irã na sequência do cessar-fogo acordado em 8 de abril, que, até o momento, resultaram na assinatura de um memorando de entendimento que concede 60 dias para avançar rumo a um acordo de paz definitivo que ponha fim à guerra aberta no Oriente Médio provocada pela referida ofensiva israelo-americana.
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