Julien Mattia / Zuma Press / Europa Press
MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -
A ex-ministra francesa Rachida Dati compareceu nesta quarta-feira a um tribunal de Paris no âmbito do processo movido contra ela por corrupção e tráfico de influências, após ter sido acusada de receber até 900.000 euros da empresa Renault-Nissan entre 2010 e 2012, durante seu mandato como eurodeputada, em troca de exercer pressão no Parlamento Europeu.
Sem fazer declarações à imprensa, Dati entrou no tribunal parisiense para a primeira audiência do caso e ouviu a síntese das acusações contra ela, conforme informou o jornal francês “Le Parisien”.
Após sofrer uma derrota nas últimas eleições municipais de Paris, a atual prefeita do 7º distrito de Paris comparecerá, a partir desta quarta-feira até o próximo dia 28 de setembro, perante os tribunais. Dati pode ser condenada a cinco anos de inelegibilidade para exercer cargos públicos, a uma pena de dez anos de prisão por corrupção passiva e a uma multa de 450 mil euros.
O Ministério Público alega que Dati — formalmente acusada em julho de 2021— recebeu, no total, 900.000 euros entre 2010 e 2012 da Renault-Nissan a título de assessoria jurídica quando era eurodeputada (2009-2019), por meio da subsidiária do grupo na Holanda, a RNBV.
Dati, que foi ministra da Cultura durante o segundo mandato do presidente Emmanuel Macron e, anteriormente, ministra da Justiça sob a liderança de Nicolas Sarkozy, teria recebido 300.000 euros anuais a título de honorários em troca de realizar atividades de lobby perante o Parlamento em nome da Renault-Nissan, abusando assim de “sua influência real ou percebida” como eurodeputada.
O empresário libanês e ex-diretor executivo da Nissan, Carlos Ghosn, que também está sendo julgado no âmbito do caso, tem um mandado de prisão internacional por esse motivo desde abril de 2023, embora esteja no Líbano após ter fugido, em 2019, do Japão, onde foi detido por peculato.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático