Brian Lawless/PA Wire/dpa - Arquivo
LONDRES 9 mar. (DPA/EP) - O julgamento contra o líder histórico do Sinn Féin, Gerry Adams, por sua suposta cumplicidade e responsabilidade direta nos atentados do Exército Republicano Irlandês Provisório (IRA), entre as décadas de 70 e 90 em território britânico, teve início nesta segunda-feira no Tribunal Real de Justiça.
A acusação foi apresentada por John Clark, Jonathan Ganesh e Barry Laycock, vítimas de diferentes atentados, que reclamaram a Adams uma indenização simbólica de 1 libra por danos morais, considerando “que ele esteve tão envolvido quanto as pessoas que colocaram e detonaram essas bombas”.
A acusação aponta que a ação movida contra Adams estabelece que nenhum dos atentados a bomba cometidos em território britânico foi realizado sem o seu consentimento e, embora reconheça a sua contribuição para a paz na Irlanda do Norte, também deixa claro que “contribuiu para a guerra”. Adams, que compareceu nesta segunda-feira à sede deste tribunal em Londres, sempre negou qualquer envolvimento. A sua defesa salientou que ele “desempenhou um papel fundamental” no processo de paz que culminou com a assinatura do Acordo de Sexta-Feira Santa, em abril de 1998, pondo fim a um conflito que durou décadas.
Além disso, seus advogados também questionaram a capacidade dessas três vítimas de apresentar essas acusações várias décadas após o prazo correspondente ter expirado. “Mesmo que a ação não estivesse fadada ao fracasso por motivos de prescrição, ela inevitavelmente fracassaria por seus méritos. O réu nega veementemente qualquer envolvimento nos atentados”, argumentou. “O réu nunca foi detido como suspeito, muito menos acusado ou condenado por qualquer crime relacionado a nenhum dos atentados”, afirmou a defesa. O julgamento deve ser concluído na próxima semana.
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