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MADRID, 21 abr. (EUROPA PRESS) -
A Justiça de El Salvador deu início ao julgamento contra 492 pessoas acusadas de pertencer à Mara Salvatrucha (MS-13), entre elas vários fundadores e líderes, no que se tornou o primeiro julgamento em massa desse tipo contra líderes de uma gangue.
Entre os milhares de crimes atribuídos à gangue, encontram-se ordens de assassinato contra pelo menos 87 pessoas apenas durante um fim de semana de março de 2022. Esse fato levou o presidente do país, Nayib Bukele, a declarar uma “guerra” contra as gangues com um estado de exceção que, até o momento, já resultou em mais de 91.000 detidos.
A Procuradoria Geral de El Salvador indicou em um comunicado divulgado nas redes sociais que a esses acusados foram atribuídos cerca de 47.000 crimes cometidos entre os anos de 2012 e 2022, dos quais 29.000 poderiam ser homicídios.
A MS-13 e sua rival, a Barrio 18, com suas facções, são consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos e por El Salvador, e chegaram a controlar 80% do território nacional, conforme afirma o presidente salvadorenho, que também acusa o grupo de “rebelião” por tentar manter o controle territorial para estabelecer “um Estado paralelo”.
Bukele continua defendendo sua guerra contra as gangues, cujos membros podem ser detidos sem necessidade de mandado judicial prévio, o que já levou à prisão de milhares de pessoas. Além disso, ele sempre negou ter negociado com as gangues, apesar de, em setembro de 2020, o site “El Faro” ter publicado uma investigação sobre o assunto. A isso se soma a denúncia por parte dos Estados Unidos de um diálogo secreto justamente com a MS-13.
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