MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) - As delegações dos Estados Unidos e do Irã iniciaram nesta terça-feira uma nova rodada de contatos indiretos na cidade suíça de Genebra, após reiniciar recentemente suas negociações para tentar chegar a um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano, no contexto das ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível ataque contra o país asiático.
De acordo com informações recolhidas pela rede de televisão pública iraniana, IRIB, os contatos começaram na segunda-feira com uma reunião preliminar entre o Irã e Omã, principal mediador deste processo, enquanto durante o dia a delegação americana foi encarregada de manter conversações com o representante omanense.
Pouco depois, as delegações iraniana e americana iniciaram a troca de mensagens através de Omã, sem que, até ao momento, tenham sido divulgados detalhes e sem que os governos de ambos os países se tenham pronunciado sobre o conteúdo dessas conversações, nas quais aspiram a aproximar posições.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que lidera a delegação iraniana, já se reuniu na segunda-feira com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, com vistas aos contatos desta terça-feira, enquanto o presidente americano, Donald Trump, garantiu nas últimas horas que participará “indiretamente” das conversas.
Trump, que inicialmente ameaçou com uma intervenção militar devido à repressão dos últimos protestos no Irã, passou posteriormente a enquadrar suas advertências no programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins exclusivamente pacíficos e que sofreu um duro golpe com os bombardeios israelenses e americanos em junho de 2025, que deixaram mais de 1.100 mortos no país asiático.
Até o momento, Teerã tem demonstrado desconfiança em reabrir as conversas com Washington devido à referida ofensiva, uma vez que ela ocorreu em meio a um processo diplomático entre o Irã e os Estados Unidos para chegar a um novo acordo nuclear, depois que o acordo assinado em 2015 ficou sem conteúdo após a retirada unilateral do país norte-americano em 2018 por decisão do próprio Trump.
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