Publicado 29/09/2025 12:27

Comboio humanitário liderado pelo presidente equatoriano é atacado por manifestantes

Archivo - Arquivo - Manifestação em Quito durante a greve nacional convocada por organizações indígenas no Equador
Joaquin Montenegro Humanante/dpa - Arquivo

MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -

O governo do Equador denunciou nesta segunda-feira que um comboio com ajuda humanitária foi violentamente atacado por manifestantes em Cotacachi, na província de Imbabura, com a particularidade de que o comboio era liderado pelo presidente, Daniel Noboa, e vários de seus ministros em meio aos protestos da greve nacional indefinida convocada pelas organizações indígenas, que está em seu oitavo dia nesta segunda-feira.

"O ataque ocorreu de forma inesperada e os militares repeliram o ataque", explicou a porta-voz do governo, Carolina Jaramillo, em uma coletiva de imprensa.

O comboio, composto por cerca de 100 veículos militares e civis, foi emboscado por cerca de 350 pessoas que atiraram coquetéis molotov contra os veículos. O comboio era escoltado por cerca de 50 militares, 17 dos quais estão sendo mantidos pelos agressores.

Jaramillo enfatizou que, além de Noboa, o comboio incluía os ministros da Defesa, John Reimberg, e do Governo, Giancarlo Loffredo, bem como representantes internacionais, como o núncio apostólico, Andrés Carrascosa, a embaixadora da União Europeia, Jekaterina Dorodnova, a coordenadora residente da ONU, Laura Melo, e o embaixador italiano, Giovanni Davoli.

"O objetivo do presidente é zelar e proteger a vida de todos os equatorianos, mas há grupos infiltrados que buscam o confronto e não representam os cidadãos", enfatizou.

Essa agressão demonstra, segundo Jaramillo, que não se trata de manifestações pacíficas, mas de crimes cometidos por grupos violentos e infiltrados. "Mostramos mais uma vez que não se trata de manifestações pacíficas, mas de atos terroristas. A segurança e a vida dos equatorianos é a prioridade. Rejeitamos os ataques violentos, a detenção de funcionários públicos e a destruição de propriedades públicas e privadas. Esses não são mais protestos, são crimes", acrescentou.

Quanto à greve, Jaramillo enfatizou que o governo não entrará em diálogo com os manifestantes, que estão protestando contra a eliminação do subsídio ao diesel. "Não vamos negociar e não vamos recuar porque isso significaria deixar de entregar benefícios diretamente àqueles que mais precisam deles", argumentou.

Jaramillo também anunciou que a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, deve visitar o país novamente nas próximas semanas para avançar na instalação de bases do Departamento de Segurança Interna no Equador.

"A visita da Secretária de Segurança Interna faz parte da cooperação contínua em questões de segurança entre o Equador e os Estados Unidos", disse ele.

Os protestos têm sido marcados desde domingo pela morte por tiros das forças de segurança do membro da comunidade indígena Efraín Fueres, que morreu em Cotacachi, na província de Imbabura. Ele foi a primeira vítima fatal da greve, convocada pela Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), que denuncia "um massacre planejado, um crime de Estado" devido ao uso de "balas reais, dinamite e armas letais" pelos militares contra os povos indígenas. Por sua vez, o Ministério da Defesa informou que doze soldados foram feridos desde o início dos protestos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado