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MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
A Universidade de Columbia anunciou nesta quinta-feira que aplicou sanções contra estudantes que participaram durante meses de protestos pró-palestinos e contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, incluindo a expulsão e a revogação temporária de diplomas.
"O Conselho Judicial da Universidade de Columbia (...) emitiu sanções contra estudantes que vão desde suspensões de vários anos, revogações temporárias de diplomas e expulsões relacionadas à ocupação do Hamilton Hall na primavera passada", disse em um breve comunicado, embora não tenha indicado o número de estudantes afetados por essa medida.
A escola disse que "reconhece as medidas disciplinares impostas anteriormente", referindo-se às sanções anunciadas no final de abril de 2024, após o prazo para os manifestantes deixarem o campus, epicentro dos protestos estudantis nos EUA contra a ofensiva militar no enclave palestino, que deixou mais de 48.400 mortos.
"O retorno dos alunos expulsos será supervisionado pelo Escritório de Vida Universitária da Columbia. A Columbia está comprometida com a aplicação das regras e políticas da universidade e com o aprimoramento de nossos processos disciplinares", disse ele.
A decisão foi tomada depois que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, congelou, há uma semana, um total de US$ 400 milhões (368 milhões de euros) em subsídios federais para a Universidade de Columbia, em retaliação à "contínua inação" das instituições educacionais diante do que considera uma campanha antissemita.
Soma-se a isso a prisão, no último sábado, do ativista palestino Mahmud Jalil, residente legal nos EUA e formado pela universidade, por participar dessas manifestações e acusado de "liderar atividades alinhadas" com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), designado como organização terrorista no país, embora um tribunal federal tenha suspendido sua deportação.
Columbia, juntamente com outras universidades, foi palco de protestos maciços pró-palestinos após a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que deixou mais de 48.400 pessoas mortas após os ataques de 7 de outubro de 2023 do Hamas e de grupos palestinos em território israelense, que resultaram em 1.200 mortes e 240 reféns.
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