Publicado 25/07/2026 09:42

Colonos sabotam novamente os poços de Ein Samia e ameaçam o abastecimento de 100 mil palestinos

6 de julho de 2026, Masafer Yatta, Palestina, Estado de: UMM AL-KHEIR, MASAFER YATTA, CISJORDÂNIA — 6 DE JULHO DE 2026: Ikhlas Al-Hathaleen, 38 anos, olha pela janela de sua casa em direção ao curral de ovelhas e ao banheiro de sua família, depois que uma
Europa Press/Contacto/Mosab Shawer/Jna Press

MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades palestinas denunciaram que colonos israelenses voltaram a sabotar, na última sexta-feira, pela terceira vez em uma semana, os poços essenciais de Ein Samia, na Cisjordânia, em um ataque que coloca seriamente em risco o abastecimento de cerca de 20 comunidades da região, onde vivem cerca de 100.000 palestinos.

A Autoridade de Águas de Jerusalém confirmou, até o momento, à agência oficial de notícias palestina WAFA que seis localidades (Jifna, Dura al Qara, Ein Sinya, Birzeit, Al Mazra’a Al Gharbiya, Kobar e Abu Shkheidem) foram afetadas por esse ato de sabotagem e apresentaram imagens do ataque. Nelas, pelo menos um indivíduo mascarado aparece rompendo um cano de abastecimento.

A estação de bombeamento de Ein Samia, a nordeste de Ramala, já foi alvo de sabotagens por colonos em mais de uma dezena de ocasiões desde o início do ano e representa um elemento estratégico na guerra pelos recursos na Cisjordânia.

Em um de seus principais relatórios sobre essa crise, o Parlamento Europeu alertou, em 2016, sobre a crise nas reservas de água que já existia naquela época no território palestino: 80% de suas reservas de água estão sob controle israelense devido aos acordos de Oslo II, mas a população palestina cresceu significativamente desde então e a expansão dos assentamentos israelenses vem reduzindo continuamente a capacidade de abastecimento.

Para agravar ainda mais a situação, a região compreendida entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo é caracterizada, de modo geral, pela escassez de reservas hídricas. Problemas climáticos, como secas frequentes, falta de chuvas e evaporação da água da chuva, aumentam o desequilíbrio resultante entre oferta e demanda.

A Autoridade de Águas de Jerusalém lembra que os ataques às instalações hídricas constituem um ataque direto aos serviços essenciais e ao direito dos palestinos ao acesso à água.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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