MINISTERIO DE MINAS Y ENERGÍA DE COLOMBIA
MADRID 21 fev. (EUROPA PRESS) - Os governos da Colômbia e da Venezuela anunciaram nesta sexta-feira “avanços importantes” em suas relações no setor energético, após uma reunião entre a presidente interina Delcy Rodríguez e o ministro colombiano de Minas e Energia, Edwin Palma, no âmbito de uma reunião bilateral em Caracas, com o objetivo de aprofundar a cooperação entre as duas nações e que serve como prelúdio para um futuro encontro entre a mandatária venezuelana e seu homólogo Gustavo Petro.
“Unidade energética para a Colômbia e a Venezuela! Colômbia e Venezuela dão passos concretos em seu processo de integração energética bilateral”, anunciou o Ministério de Minas da Colômbia em uma publicação compartilhada nas redes sociais após o encontro.
Palma destacou que, como resultado desta reunião de alto nível, “foram consolidados avanços importantes na integração energética regional, fortalecendo (sua) agenda estratégica”, que inclui questões como a adequação da infraestrutura binacional, a interconexão elétrica, a importação de gás natural ou o impulso das energias limpas.
“Esperamos ter boas notícias para ambas as nações, para ambos os povos irmãos”, afirmou o ministro colombiano após a reunião, “satisfeito por estar em um país irmão discutindo temas que são de interesse para ambos”. “Que a unidade seja felicidade para nossos povos”, acrescentou Rodríguez em um breve vídeo também divulgado nas redes sociais.
Este encontro ocorre depois que a presidente interina da Venezuela afirmou nesta quarta-feira ter falado por telefone com seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, com quem concordou em se reunir “para continuar avançando” em questões comerciais e de segurança fundamentais para os dois países.
A reunião, segundo ela descreveu, buscará “continuar avançando em temas fundamentais da agenda econômica, energética e de segurança, no âmbito do fortalecimento da cooperação e das relações de respeito e trabalho conjunto entre os dois países”. Isso foi confirmado posteriormente pela Presidência colombiana, que acrescentou que a conversa telefônica também se concentrou em questões de “fronteira, água e agricultura”.
Este anúncio surgiu apenas uma semana depois de Petro afirmar que a Colômbia começaria a importar gás venezuelano a um preço reduzido, após o Parlamento da Venezuela ter aprovado a reforma da lei dos hidrocarbonetos que abre a exploração petrolífera ao setor privado.
Vale lembrar que Bogotá se ofereceu como mediadora entre Caracas e Washington, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, em um ataque dos Estados Unidos à capital do país latino-americano.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático