Publicado 17/07/2025 22:36

Colômbia e Venezuela anunciam a criação de uma "zona binacional de paz e comércio".

As autoridades de ambos os países apresentam o acordo como parte do "sonho Bolívar".

Autoridades colombianas e venezuelanas assinam memorando em Caracas para a criação de uma zona de paz binacional
PRESIDENCIA DE COLOMBIA EN X

MADRID, 18 jul. (EUROPA PRESS) -

Os governos da Colômbia e da Venezuela assinaram na quinta-feira um memorando de entendimento para a criação de uma "zona de paz binacional" com a qual buscarão impulsionar o comércio, a indústria, o turismo e o transporte entre os dois vizinhos, no que a diplomacia venezuelana considerou "um passo histórico".

"Hoje demos um passo histórico para reafirmar a unidade de nossos povos com a criação da primeira Zona Binacional de Paz, União e Desenvolvimento Integral entre a Venezuela e a Colômbia", anunciou o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil. "Esse acordo busca impulsionar o comércio, a indústria, o turismo e o transporte, bem como fortalecer as capacidades de exportação na região fronteiriça que compreende os estados de Táchira e Zulia, na Venezuela, e Norte de Santander, na Colômbia", acrescentou ele em seu canal no Telegram.

Gil também explicou que a zona também será usada para exportações "para os países andinos e o Caribe", ao mesmo tempo em que destacou o diálogo que Bogotá e Caracas estão mantendo "para criar a arquitetura legal que lhes permitirá gerenciar o investimento local e estrangeiro", de acordo com a declaração publicada no site de sua pasta.

O memorando foi assinado na capital venezuelana pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e pela ministra do Comércio da Colômbia, Diana Marcela Morales, que ressaltou que "essa integração permite o fortalecimento de setores estratégicos como o agroalimentar, o energético e o industrial, beneficiando as comunidades transfronteiriças".

Rodríguez, por sua vez, assegurou que os países vizinhos estão seguindo, com atos como a assinatura deste memorando, "um roteiro para realizar o sonho do Libertador, da Pátria Grande, o sonho de (Simón) Bolívar, de unir nossos povos". "Temos que fazer de nossa região uma região integrada, uma região interconectada. Temos conexões com outros continentes, mas endogenamente, com a América Latina e o Caribe, estamos completamente desconectados", disse ele, de acordo com um comunicado divulgado pela Vice-Presidência.

Seu chefe de gabinete, Alfredo Saade, também falou em linhas semelhantes em nome do presidente colombiano Gustavo Petro, elogiando o acordo como "o início de um sonho, de um sonho que nasceu em Bolívar, de um sonho que foi continuado pelo (ex) presidente (da Venezuela, Hugo) Chávez, um sonho que (o presidente venezuelano Nicolás) Maduro (e) o presidente Petro têm hoje". "É o início de uma transformação social, política e econômica em uma região que precisa disso", enfatizou, de acordo com o jornal colombiano 'Semana'.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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