DEPARTAMENTO DE DEFENSA DE EEUU EN X
MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira que o governo de Abelardo de la Espriella solicitou sua colaboração em operações militares conjuntas na Colômbia contra o “narcoterrorismo”.
“Por meio do recém-empossado presidente (...) a Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra —como o governo Trump denomina o Departamento de Defesa— se una ao país em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para acabar com os terroristas e as redes terroristas”, afirmou ele do Panamá, durante um evento da coalizão militar promovida por Washington contra os cartéis.
As autoridades colombianas ainda não se pronunciaram sobre o assunto até o momento.
O chefe do Pentágono, que viajou para o país centro-americano nesta mesma quarta-feira, anunciou ainda que a Colômbia se juntará a essa coalizão, também conhecida como Escudo das Américas, tornando-se o 19º país membro.
No evento, Hegseth aproveitou para criticar duramente “a esquerda internacional” e encorajou seus aliados na América Latina a se retirarem do Estatuto de Roma e, com isso, do Tribunal Penal Internacional.
“A esquerda internacional, juntamente com a mídia a ela afim, busca impor ilegalmente a jurisdição do TPI sobre o pessoal e as operações militares dos Estados Unidos e de seus parceiros. É notável que esse suposto tribunal e outros organismos globalistas enfraqueçam nossos esforços, ao mesmo tempo em que não exigem responsabilização dos verdadeiros terroristas e tiranos”, afirmou.
Também participaram deste fórum o senador norte-americano Bernie Moreno, o comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos (SOUTHCOM), o general Francis L. Donovan, e o presidente panamenho, José Raúl Mulino, que realizou um encontro prévio com Hegseth.
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