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MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) - O governo da Colômbia retomou os voos de repatriação de migrantes dos Estados Unidos, após um ano de cancelamentos em meio a tensões diplomáticas com Washington, e agora a poucos dias de o presidente americano, Donald Trump, receber seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, na Casa Branca.
“Retomamos os voos de repatriação de compatriotas deportados dos Estados Unidos. Cumprimos com dignidade”, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia em uma mensagem em suas redes sociais, ilustrada com fotografias da chegada dessas pessoas ao aeroporto de El Dorado, em Bogotá.
O Ministério das Relações Exteriores destacou que essas pessoas receberam um “tratamento digno” durante o transporte. A decisão tomada há um ano pelo governo colombiano de suspender essas viagens, em plena campanha de expulsão do governo Trump, baseou-se precisamente nas más condições em que milhares de migrantes eram transportados.
Inicialmente, o presidente Petro não autorizou a entrada no país de dois aviões provenientes dos Estados Unidos com dezenas de deportados, alegando que eles não haviam recebido um tratamento digno, depois que grupos de migrantes enviados a outros países apareceram descendo do avião algemados.
“Um migrante não é um criminoso e deve ser tratado com a dignidade que um ser humano merece”, disse Petro nas redes sociais, embora tenha posteriormente concordado que alguns desses aviões pousassem, depois que Trump respondeu com a imposição de tarifas de até 25% sobre as exportações colombianas.
Na próxima terça-feira, Trump recebe Petro na Casa Branca, após um último ano marcado por ameaças e hostilidades do presidente americano em relação ao seu homólogo colombiano, incluindo sua inclusão na lista Clinton, um registro para acusar pessoas — físicas e jurídicas — de ligações com o narcotráfico.
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