Publicado 11/04/2026 10:13

A Colômbia responde com tarifas de 100% contra o Equador, em uma nova escalada da tensão bilateral

A ministra do Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Marcela Morales
GOBIERNO DE COLOMBIA

MADRID 11 abr. (EUROPA PRESS) -

A ministra do Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Marcela Morales, anunciou a imposição de tarifas de 100%, em comparação com os atuais 30%, sobre os produtos provenientes do Equador, como resposta recíproca à medida adotada na última quinta-feira por Quito.

“Desde o governo do presidente (Gustavo) Petro, esgotamos todos os esforços diplomáticos e mantivemos abertos os canais de diálogo com o governo do Equador, buscando uma solução que beneficie os dois países, os empresários, mas sobretudo as comunidades de ambos os lados da fronteira”, explicou Morales em um comunicado oficial.

“No entanto, não obtivemos resposta positiva e, pelo contrário, o governo do presidente Noboa anuncia um endurecimento na frente comercial”, acrescentou. Portanto, da Colômbia “nos vemos forçados a modificar o Decreto 170 e alinhá-lo com a nova tarifa proposta pelo Equador”.

A tarifa imposta pelo Equador aos produtos colombianos, que inicialmente era de 30% e passou finalmente para 100%, “desequilibra as condições de concorrência e de mercado entre os dois países”, segundo Bogotá. Por isso, adota-se a medida simétrica para “restabelecer as condições equitativas no intercâmbio comercial”.

A Colômbia já apresentou uma reclamação contra a medida adotada pelo Equador perante a Comunidade Andina (CAN), pois viola o Acordo de Cartagena de 1969.

Justamente o secretário-geral da Comunidade Andina, Gonzalo Gutiérrez, fez nesta sexta-feira um apelo “urgente” aos presidentes da Colômbia e do Equador, Gustavo Petro e Daniel Noboa, respectivamente, para que retomem “o mais rápido possível” o diálogo direto entre ambos os países, a fim de preservar uma trajetória de 57 anos de integração.

Além disso, Gutiérrez alertou que essas medidas têm efeitos diretos sobre o bem-estar dos cidadãos de ambos os países, bem como sobre o tecido empresarial e as economias familiares, além de impactar o processo de integração sub-regional.

No início de março, Petro deu a entender que o Equador teria atacado território colombiano em uma operação contra grupos armados, alegação rejeitada categoricamente pelas autoridades do país vizinho, entre elas Noboa. Por fim, Bogotá informou que o projétil foi localizado em uma zona limítrofe com o Equador, mas não tinha como alvo território colombiano.

O último incidente foi causado pelos comentários de Petro sobre a prisão do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, a quem ele classificou como “prisioneiro político”. Noboa acusou Petro de atentado contra a soberania equatoriana e, por fim, ordenou o aumento das tarifas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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