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MADRID, 10 ago. (EUROPA PRESS) -
A Colômbia anunciou nesta segunda-feira o reconhecimento da soberania de Israel sobre as Colinas do Golã, território que o país conquistou da Síria durante a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973) e que foi efetivamente anexado em 1981. Essa decisão ocorre semanas após o anúncio do restabelecimento de suas relações diplomáticas com as autoridades israelenses.
O governo de Abelardo de la Espriella tomou essa medida alegando “a importância estratégica” desse território para a “segurança” de Israel e a “instabilidade persistente” no Oriente Médio, defendendo, assim, “o direito desse Estado de se proteger contra ameaças externas”.
“Durante décadas, Israel tem enfrentado desafios de segurança persistentes e de caráter existencial ao longo de suas fronteiras. Essas ameaças se intensificaram significativamente nos últimos anos, culminando nos horríveis atentados terroristas de 7 de outubro, que revelaram a gravidade e a natureza mutável dos perigos que o povo israelense enfrenta”, destacou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia em um comunicado.
Nesse sentido, o Ministério das Relações Exteriores defendeu que a “manutenção do controle e da soberania de Israel sobre as Colinas do Golã” é “essencial” para sua defesa e “sua capacidade de proteger e salvaguardar seus cidadãos”.
O Ministério, liderado por Omar Bula Escobar, ressaltou que, “com essa decisão, a Colômbia reafirma seu compromisso com a busca por uma paz estável e duradoura no Oriente Médio”, embora a anexação das Colinas do Golã por parte de Israel seja uma medida não reconhecida pela comunidade internacional.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, expressou sua gratidão a De la Espriella, a quem descreveu como um “bom amigo”, e ao seu homólogo colombiano por uma decisão que considerou “histórica”.
“Com isso, o presidente da Colômbia demonstrou, em uma de suas primeiras decisões no cargo, sua liderança, seus valores e seu compromisso com Israel e com a segurança de Israel. Israel é um país pequeno, sem profundidade estratégica. Ter fronteiras defensáveis é essencial para Israel, a fim de garantir a existência do povo judeu em sua pátria histórica”, destacou ele em suas redes sociais.
O chefe da diplomacia israelense indicou que essa medida é resultado do encontro que manteve com o presidente colombiano em Barranquilla na última quinta-feira e garantiu que continuará trabalhando para que mais países se juntem aos Estados Unidos e à Colômbia “no reconhecimento da soberania de Israel sobre o Golã, sobre o qual a lei israelense foi aplicada há 45 anos”.
O anúncio ocorre dias depois que as autoridades da Colômbia e de Israel retomaram suas relações diplomáticas, rompidas em maio de 2024 pelo então presidente colombiano, Gustavo Petro, em resposta às acusações contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza.
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