Publicado 10/08/2026 13:54

A Colômbia reconhece a soberania de Israel sobre as Colinas do Golã sírias

O governo israelense agradece uma decisão “histórica” que garante a “existência do povo judeu em sua pátria histórica”

Archivo - Arquivo - ALTURAS DO GOLÃ, 17 de julho de 2025  -- Moradores da comunidade drusa são vistos na zona tampão nas Alturas do Golã, em 16 de julho de 2025. Dezenas de cidadãos drusos de Israel cruzaram as Colinas de Golã, ocupadas por Israel, rumo a
Europa Press/Contacto/Jia Maer¡awade - Arquivo

MADRID, 10 ago. (EUROPA PRESS) -

A Colômbia anunciou nesta segunda-feira o reconhecimento da soberania de Israel sobre as Colinas do Golã, território que o país conquistou da Síria durante a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973) e que foi efetivamente anexado em 1981. Essa decisão ocorre semanas após o anúncio do restabelecimento de suas relações diplomáticas com as autoridades israelenses.

O governo de Abelardo de la Espriella tomou essa medida alegando “a importância estratégica” desse território para a “segurança” de Israel e a “instabilidade persistente” no Oriente Médio, defendendo, assim, “o direito desse Estado de se proteger contra ameaças externas”.

“Durante décadas, Israel tem enfrentado desafios de segurança persistentes e de caráter existencial ao longo de suas fronteiras. Essas ameaças se intensificaram significativamente nos últimos anos, culminando nos horríveis atentados terroristas de 7 de outubro, que revelaram a gravidade e a natureza mutável dos perigos que o povo israelense enfrenta”, destacou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia em um comunicado.

Nesse sentido, o Ministério das Relações Exteriores defendeu que a “manutenção do controle e da soberania de Israel sobre as Colinas do Golã” é “essencial” para sua defesa e “sua capacidade de proteger e salvaguardar seus cidadãos”.

O Ministério, liderado por Omar Bula Escobar, ressaltou que, “com essa decisão, a Colômbia reafirma seu compromisso com a busca por uma paz estável e duradoura no Oriente Médio”, embora a anexação das Colinas do Golã por parte de Israel seja uma medida não reconhecida pela comunidade internacional.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, expressou sua gratidão a De la Espriella, a quem descreveu como um “bom amigo”, e ao seu homólogo colombiano por uma decisão que considerou “histórica”.

“Com isso, o presidente da Colômbia demonstrou, em uma de suas primeiras decisões no cargo, sua liderança, seus valores e seu compromisso com Israel e com a segurança de Israel. Israel é um país pequeno, sem profundidade estratégica. Ter fronteiras defensáveis é essencial para Israel, a fim de garantir a existência do povo judeu em sua pátria histórica”, destacou ele em suas redes sociais.

O chefe da diplomacia israelense indicou que essa medida é resultado do encontro que manteve com o presidente colombiano em Barranquilla na última quinta-feira e garantiu que continuará trabalhando para que mais países se juntem aos Estados Unidos e à Colômbia “no reconhecimento da soberania de Israel sobre o Golã, sobre o qual a lei israelense foi aplicada há 45 anos”.

O anúncio ocorre dias depois que as autoridades da Colômbia e de Israel retomaram suas relações diplomáticas, rompidas em maio de 2024 pelo então presidente colombiano, Gustavo Petro, em resposta às acusações contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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