MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
A Colômbia anunciou uma proibição "estrita e não excepcional" das exportações de carvão para Israel por causa da ofensiva de guerra contra o povo palestino em Gaza, informou o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo do país em um comunicado.
Especificamente, o texto estipula que a proibição estará em vigor "até que as ordens de medidas provisórias emitidas pela Corte Internacional de Justiça sejam cumpridas" ou até que "as condições que motivaram a medida desapareçam".
Antes de implementar esse novo decreto, a minuta foi publicada e submetida à opinião pública e a grupos de interesse para consideração entre 28 de julho e 15 de agosto.
O Decreto 0949 afirma que, desde 18 de março deste ano, Israel tem aumentado seus atos de guerra contra o povo palestino a ponto de uma nova escalada do conflito. No mesmo período, também houve um aumento no número de pessoas mortas e feridas ao tentarem acessar suprimentos humanitários de alimentos e outros bens essenciais.
Por esse motivo, o governo de Gustavo Petro, que se manifestou contra as ações de Israel em diversas ocasiões, considera que essa restrição "contribui para evitar o genocídio do povo palestino e impede que os recursos naturais da Colômbia contribuam para a máquina de guerra do Estado de Israel".
"Diante do exposto, e considerando que para a Colômbia as ações de Israel são atos de genocídio e vão contra as normas internacionais que buscam justamente evitá-lo, as exportações de carvão são restritas", disse o ministério em seu comunicado.
O governo baseia sua decisão nas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e nos mecanismos permitidos pelo acordo comercial entre os dois países.
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