Publicado 23/10/2025 12:07

Colômbia pede que os EUA respeitem o direito internacional após ataques a barcos do narcotráfico no Pacífico

Archivo - Arquivo - Gustavo Petro, presidente da Colômbia
PRESIDENCIA DE COLOMBVIA/JUAN DIEGO CANO - Arquivo

MADRID 23 out. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia condenou nesta quinta-feira os ataques contra supostos barcos do narcotráfico no Oceano Pacífico e instou a administração Trump a cessar esse tipo de agressão, bem como a "respeitar as regras ditadas pelo direito internacional".

A pasta pediu a Washington que "dialogue por meio de canais diplomáticos" para "esclarecer esse tipo de situação" e adotar "estratégias abrangentes e eficazes" conjuntas para a luta contra o tráfico de drogas na região.

A declaração do Ministério das Relações Exteriores foi feita depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou seu colega colombiano, Gustavo Petro, a quem chamou de "bandido e um cara mau que produz muitas drogas", e ameaçou tomar "medidas muito severas contra ele e seu país" se ele não parasse com as declarações contra ele.

Em resposta, Petro enfatizou que se defenderá "judicialmente com advogados americanos no sistema judiciário americano" contra "a calúnia" lançada contra ele pelos Estados Unidos. Ele também declarou que "sempre" será contra "genocídios e assassinatos de poder no Caribe", em referência às ações de Israel na Faixa de Gaza e aos bombardeios contra supostos traficantes de drogas, que nas últimas horas se repetiram no Oceano Pacífico.

A acalorada troca de declarações ocorre dias depois de o presidente colombiano ter se reunido com o encarregado de negócios dos EUA em Bogotá, John McNamara, em um encontro que representou uma "primeira aproximação" com a qual os dois países pretendiam superar a crise diplomática aberta no fim de semana e marcada pelas ameaças de Trump.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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