MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Colômbia e dos Estados Unidos discutiram nesta quinta-feira o fortalecimento da cooperação bilateral na luta contra o narcotráfico e o crime organizado, no âmbito de um encontro em Tumaco, cidade situada na costa do Oceano Pacífico, na fronteira com o Equador.
Participaram do encontro o comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos (SOUTHCOM), o general Francis Donovan, juntamente com o ministro da Defesa colombiano, Jorge Mora, que destacou, em uma mensagem nas redes sociais, que o objetivo da reunião é “fortalecer a cooperação em segurança e defesa” entre os dois países, após Bogotá ter passado a fazer parte da Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), impulsionada por Washington.
“Por orientação do presidente Abelardo de la Espriella, fortalecemos alianças e consolidamos uma resposta firme e coordenada para proteger a segurança de nossos países”, precisou Mora, após afirmar que a adesão da Colômbia à referida aliança “permitirá articular esforços regionais contra o narcotráfico e o crime organizado”.
Mais especificamente, precisou o Ministério da Defesa colombiano, foi colocada em discussão a troca de informações, conhecimento do território e experiências operacionais com o objetivo de “avançar rumo a uma maior interoperabilidade” entre as forças de ambos os países, melhorando assim a capacidade de resposta “diante das redes criminosas que utilizam o Pacífico como corredor para suas atividades ilícitas”.
O próprio Donovan se pronunciou sobre esse encontro, garantindo que “sob a bandeira da A3C” foi consolidada “uma estratégia unificada para caçar os líderes dos cartéis, desmantelar sua logística e privá-los permanentemente de qualquer refúgio seguro”.
Ele fez essa declaração após se referir à fronteira entre a Colômbia e o Equador como “um gargalo geográfico que os cartéis violentos vêm explorando há muito tempo”, bem como um “importante corredor para o tráfico de cocaína por parte de algumas das organizações mais violentas do mundo”.
Conhecida como “a pérola do Pacífico”, a região de Tumaco é considerada um dos pontos críticos da atividade de gangues criminosas e organizações fora da lei dedicadas ao tráfico de drogas, que aproveitam a posição estratégica do local por ser fronteiriço com o Equador.
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