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MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da Colômbia anunciou uma recompensa de 3 bilhões de pesos colombianos (cerca de 675 mil euros) por informações que levem à captura de guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das FARC ligados à violência na região de Catatumbo.
"Queremos capturar essas pessoas que estão semeando o terror na região", disse o novo ministro da defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, durante um conselho extraordinário realizado em Cúcuta nas últimas horas.
Entre os alvos das autoridades colombianas estão velhos conhecidos do Comando Central do ELN, como Gustavo Giraldo, vulgo 'Pablito'; Nicolás Rodríguez Bautista, vulgo Gabino; o atual comandante da guerrilha, Eliécer Herlinto Chamorro Acosta, vulgo 'Antonio García'; e o homem que até agora liderava as negociações com o governo, Israel Ramírez Pineda, vulgo 'Pablo Beltrán'.
"Eles representam menos de 0,001% e não vão nos quebrar", advertiu o ministro, que pediu que os homens de confiança e guarda-costas dos mencionados informassem sobre eles. "Eles podem se desmobilizar e fornecer informações porque estamos oferecendo até 3.000 milhões de pesos para cada um", incentivou.
Sánchez explicou que a recompensa também inclui aqueles que podem fornecer informações que facilitem a prisão de líderes do Estado-Maior Central dissidente (EMC) das FARC, como Carlos Eduardo García, vulgo 'Andrey, chefe da 33ª Frente, bem como porta-voz e negociador-chefe com o governo.
O ministro da Defesa os descreveu, entre outros, como "os mais procurados" e os responsabilizou pela morte de mais de 70 pessoas, "incluindo vários menores", em meio a confrontos entre os dois grupos armados desde meados de janeiro nessa região localizada no nordeste da Colômbia, que tem presenciado uma das piores crises humanitárias do país na última década.
Sánchez também enfatizou que as últimas operações do governo e das forças armadas na região permitiram que vários golpes importantes fossem desferidos contra esses grupos armados. Pelo menos 2.000 pessoas já foram identificadas como responsáveis por esses atos e estão aguardando a prisão.
O plano do governo é reforçar a presença do Estado na região por meio do financiamento de projetos, do envio de militares e da substituição de culturas ilícitas. "Essa será uma ação unificada do Estado para garantir a soberania e gerar prosperidade", disse o ministro, de acordo com a RCN.
Pelo menos 85.000 pessoas foram afetadas pelos confrontos entre os dissidentes das FARC e o ELN pelo controle dessa região, cuja geografia e clima a tornam objeto de amargas disputas.
Cerca de 52.000 pessoas foram deslocadas e quase 20.000 ficaram presas no fogo cruzado entre os grupos armados, que também deixou pelo menos 70 mortos.
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