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MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte da Colômbia negou na segunda-feira a extradição para a Venezuela de Luis Alfredo Carrillo Ortiz, vulgo 'Gocho', membro do grupo criminoso Tren de Aragua implicado no assassinato do ex-militar venezuelano Ronald Ojeda no ano passado no Chile, dando prioridade ao pedido deste último país, onde ele será processado.
"A Suprema Corte de Justiça, Câmara de Cassação Penal, emite uma opinião desfavorável sobre o pedido de extradição do cidadão colombiano-venezuelano feito pela República Bolivariana da Venezuela por nota verbal (...) datada de 19 de fevereiro de 2025, solicitada pelo Tribunal Especial (...) pelos crimes de homicídio, sequestro, associação criminosa e financiamento do terrorismo", diz o documento publicado nas redes sociais.
Os juízes tomaram essa decisão por unanimidade a favor do pedido das autoridades chilenas, já que foi nesse país que ocorreu o sequestro e o assassinato do ex-militar venezuelano e opositor do governo de Nicolás Maduro em fevereiro de 2024. "A preferência pelo local onde o crime foi cometido é um princípio do direito internacional (...) consagrado tanto em instrumentos internacionais quanto na legislação nacional sobre o crime organizado transnacional", argumentaram.
Gocho' foi preso em fevereiro deste ano no município colombiano de Chiscas, localizado no departamento de Boyacá. A Promotoria colombiana acredita que ele se fez passar por autoridades chilenas e, por meio de uma ordem judicial falsa, entrou na casa de Ojeda para depois mantê-lo em cativeiro e causar sua morte.
O detido também é supostamente responsável por pelo menos três detenções ilegais e outros crimes, como contrabando de migrantes, tráfico de pessoas, exploração sexual, extorsão e venda de drogas para o Tren de Aragua em diferentes partes do Chile.
No total, doze pessoas já foram presas pelo assassinato de Ojeda, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala enterrada sob uma estrutura de concreto no distrito de Maipú, em Santiago do Chile, cujo governo anunciou que está trabalhando para enviar o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI) depois que o promotor chileno encarregado da investigação, Héctor Barros, anunciou que está investigando se o "número dois" do chavismo e ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, está por trás da morte de Ojeda.
As autoridades venezuelanas prenderam o líder da oposição em abril de 2017 junto com outros membros das forças armadas por seu suposto envolvimento em uma conspiração, embora ele tenha conseguido escapar de uma prisão venezuelana e se exilado no Chile no final daquele ano. Em 2023, o governo chileno lhe concedeu asilo político.
Em 2024, Caracas o acusou de ser um "traidor da pátria" e o acusou de participar da conspiração conhecida como "Braçadeira Branca", que tinha como objetivo realizar um assassinato contra o presidente do país latino-americano, Nicolás Maduro.
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