MINISTRO DE EXTERIORES DE ISRAEL EN X
MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quinta-feira que retomará as relações diplomáticas com Israel no início de agosto, incluindo um plano para estabelecer sua embaixada em Jerusalém, e que retirará seu apoio à ação movida pela África do Sul contra Israel perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) por sua campanha militar contra a Faixa de Gaza.
“O novo governo de Abelardo de la Espriella restabelecerá a aliança histórica entre a Colômbia e Israel”, confirmou o gabinete do líder de extrema direita em um comunicado, após um encontro realizado na véspera em Washington entre o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, e seu futuro homólogo, Omar Bula Escobar.
Durante a reunião, “foi acordado um roteiro para a restauração plena e imediata das relações diplomáticas e econômicas entre os dois países, a partir de 7 de agosto”, informa o comunicado divulgado nas redes sociais.
Como resultado do acordo, as autoridades nomearão “imediatamente” um embaixador, e colombianos e israelenses poderão entrar no outro país sem a necessidade de solicitar visto.
Além disso, Bogotá planeja abrir sua representação diplomática em Jerusalém, descrita no comunicado como “capital de Israel, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores israelense”.
Por outro lado, o futuro governo colombiano “retirará sua intervenção” na ação movida pela África do Sul contra Israel perante a CIJ por genocídio, em relação à ofensiva lançada contra a Faixa de Gaza após os ataques perpetrados por grupos armados palestinos em outubro de 2023.
“A Colômbia também retomará uma posição séria e responsável no cenário internacional, incluindo o sistema das Nações Unidas. A relação histórica que o governo (de Gustavo) Petro rompeu unilateralmente voltará a se fortalecer. A Colômbia recuperará seus aliados, sua credibilidade diplomática e seu lugar como parceiro confiável no mundo”, declarou o gabinete de De la Espriella.
Foi em maio de 2024 que o presidente cessante anunciou o rompimento das relações diplomáticas com Israel, após as acusações de genocídio contra o país, bem como de crimes de guerra cometidos pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no enclave palestino.
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