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MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
A ministra colombiana das Relações Exteriores, Rosa Villavicencio, confirmou na segunda-feira que foi aberta uma investigação contra o Encarregado de Negócios da Embaixada da Colômbia na Nicarágua, Óscar Muñoz, por seu pedido às autoridades nicaraguenses para estender a permissão de residência de Carlos Ramón González, ex-assessor do governo colombiano acusado de corrupção e para quem Bogotá solicitou, sem sucesso, sua extradição.
"A extradição foi solicitada, mas expressamos nossa discordância com o pedido. Estamos neste momento, o encarregado de negócios está passando por um processo disciplinar, há uma investigação da Procuradoria Geral", disse ele em declarações relatadas pela W Radio.
O anúncio foi feito dias depois que o governo de Daniel Ortega concedeu asilo político a González, rejeitando assim o pedido de extradição das autoridades colombianas, que classificaram essa decisão como um gesto "hostil e agressivo".
O governo de Gustavo Petro pediu a Manágua que reconsiderasse "a revogação dessa proteção internacional", tendo em vista as evidências fornecidas pelo Ministério Público colombiano contra González, que em seu pedido de asilo alegou ser "objeto de perseguição política, judicial e midiática, impulsionada pela extrema direita colombiana".
Carlos Ramón González foi acusado pelo Ministério Público da Colômbia de suborno por "dar ou oferecer lavagem de dinheiro por apropriação em favor de terceiros" no escândalo de corrupção que afetou a Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD), que ele mesmo dirigiu.
O órgão alega que González desempenhou um papel fundamental no planejamento e execução de transferências de dinheiro, aproveitando-se de sua posição e conexões dentro do governo, em um caso relacionado a irregularidades em três contratos da entidade estatal no valor de 92 bilhões de pesos (cerca de 20 milhões de euros).
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