Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo
MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, informou nesta terça-feira que o governo está verificando a autenticidade de um vídeo que circula nas redes sociais, no qual é possível ver com vida Iván Jacobo Idrobo Arredondo, conhecido como “Marlon”, um dos líderes das facções dissidentes do Estado-Maior Central (EMC) das FARC, cuja morte foi anunciada há apenas uma semana.
Sánchez lembrou que ainda não se localizou o corpo do líder dissidente e explicou que, diante do vídeo que mostra seu “suposto aparecimento”, as autoridades já estão realizando as “verificações necessárias para determinar sua autenticidade e as circunstâncias em que pode ter sido gravado”.
“Como o corpo não foi recuperado, essa neutralização não poderia ser considerada totalmente confirmada, uma vez que isso só é comprovado por meio da inspeção técnica do cadáver e da correspondente identificação médico-forense”, destacou Sánchez, acrescentando que, portanto, não foi possível efetuar o pagamento da recompensa oferecida pela captura de ‘Marlon’.
Em meados de junho deste ano, o governo colombiano anunciou a morte de ‘Marlon’ em uma operação contra posições das dissidências do EMC das FARC na zona rural de San Isidro, município de Buenaventura, no departamento de Valle del Cauca, na costa do Pacífico colombiano.
Havia sido estabelecida uma recompensa de até 1,2 milhão de dólares por informações que pudessem levar à captura de “Marlon”, um dos principais sócios do chefe do EMC, o ilustre Néstor Vera Fernández, conhecido como “Iván Mordisco”.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou essa operação como “o golpe mais duro contra as estruturas armadas da máfia” que atuam no oeste do país. Conforme ressaltou novamente Sánchez, o governo se baseou em relatórios de inteligência, incluindo fotografias, que indicavam que “Marlon” havia sido morto em combate.
“Marlon”, líder da estrutura Jaime Martínez, pertencente ao EMC, é considerado o responsável por um ataque mortal que tirou a vida de cerca de vinte pessoas e deixou quase meio centenário de feridos no final de abril, após a detonação de um artefato explosivo na Rodovia Pan-Americana, em seu trecho que atravessa o município de Cajibío, no centro de Cauca.
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