Publicado 21/10/2025 09:42

Colômbia e EUA iniciam uma "reaproximação" após o braço de ferro público entre Trump e Petro

O presidente colombiano Gustavo Petro se reúne com o Encarregado de Negócios dos EUA em Bogotá, John McNamara.
PRESIDENCIA DE COLOMBIA

MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, se reuniu com o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Bogotá, John McNamara, para uma "primeira aproximação" com a qual os dois países esperam superar a crise diplomática aberta no fim de semana e marcada pelas ameaças diretas do presidente norte-americano, Donald Trump, nas redes sociais.

A reunião "longa, franca e construtiva" resultou em um consenso mínimo sobre a necessidade de "retificar o atual impasse nas relações bilaterais", bem como de realizar futuras reuniões "com o objetivo de alcançar uma solução rápida", explicou o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia em um comunicado na terça-feira.

Um dos primeiros gestos será o retorno a Washington do embaixador colombiano, Daniel García-Peña, como ele mesmo confirmou em declarações à Blu Radio, um dia depois de ter sido chamado para consultas. De acordo com García-Peña, as duas partes concordaram em manter os canais diplomáticos ativos e suavizar o "confronto verbal", embora Petro tenha expressado sua "preocupação" com alguns dos termos usados por Trump.

O presidente dos EUA descreveu seu colega colombiano como um "líder do tráfico de drogas" e ameaçou impor tarifas sobre as exportações para os EUA, embora essa advertência não tenha sido cumprida. Em sua reunião com Petro, o encarregado de negócios afirmou que essa é uma competência "exclusiva" de Trump, de acordo com a nota do Ministério das Relações Exteriores.

O governo colombiano enfatizou seu compromisso com a erradicação de plantações ilegais e enviou aos Estados Unidos um conjunto de "números reais sobre a luta contra as drogas, por exemplo, para provar que a erradicação de plantações aumentou". A Colômbia considera "desejável" que esses esforços "continuem a ser realizados em coordenação com os Estados Unidos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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