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MADRID 7 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Colômbia e do Equador trocaram acusações sobre a responsabilidade pelo último desentendimento diplomático que resultou na imposição de tarifas recíprocas de 30%, após altos membros de ambos os governos terem mantido conversações para amenizar a guerra comercial. “Diante do comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores da Colômbia, o Ministério das Relações Exteriores e Mobilidade Humana do Equador salienta que, no que diz respeito à reunião dos ministros das Relações Exteriores e autoridades de ambos os países realizada nesta data, chama a atenção o fato de se pretender atribuir a responsabilidade por este desacordo ao Equador, quando precisamente a sua origem reside na falta de controle efetivo e presença estatal da Colômbia na sua fronteira sul”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Equador.
Pouco antes, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou que, após solicitar às autoridades equatorianas que acabassem com as tarifas enquanto durassem as negociações bilaterais, Quito manifestou que o fim das tarifas ocorrerá quando for alcançado um acordo sobre todos os temas.
“Diante dessa situação, o governo da Colômbia se vê obrigado a emitir o decreto de tarifas de resposta por razões de segurança nacional, cuja assinatura havia sido adiada na expectativa de acordos mais imediatos”, foi a reação da Colômbia à recusa do Equador.
Da mesma forma, Bogotá confirmou que entrará com uma ação perante a Comunidade Andina — integrada por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru — por descumprimento do chamado Acordo de Cartagena, pelo qual a Comunidade foi criada. Por outro lado, em matéria de segurança, as versões dos dois países também não coincidem. Enquanto a Colômbia comunicou o reforço da segurança nas fronteiras para combater o narcotráfico, o Equador assegurou que Bogotá admitiu que existe um problema na “falta de controle das fronteiras e eliminação do cultivo de coca em (seu) território”.
Em janeiro passado, o Equador impôs uma “taxa de segurança” de 30% às importações provenientes da Colômbia “devido à falta de reciprocidade e ações firmes” deste país para combater o narcotráfico. Uma ação que foi respondida pelo governo colombiano com outra tarifa da mesma porcentagem sobre mais de 50 produtos de origem equatoriana e com a suspensão temporária da venda de eletricidade ao país vizinho.
Quito também aumentou em mais de 900% a tarifa de transporte de petróleo colombiano através do Oleoducto Transecuatoriano (SOTE), passando de um custo de 2,5 dólares por barril para mais de 30 dólares por barril para usuários estrangeiros. A iniciativa foi rejeitada por Bogotá, que a considerou “desproporcional”. Em meio a essa escalada de tensão e apesar de não terem alcançado avanços significativos nas recentes conversações, ambos os países se comprometeram a continuar negociando.
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