Publicado 29/05/2025 06:32

Colômbia enfrenta segundo dia de greve nacional em apoio às reformas do Petro

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de um protesto na Colômbia.
Europa Press/Contacto/Chepa Beltran - Arquivo

MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

Os sindicatos da Colômbia convocaram mais uma vez a população a sair às ruas e se juntar à grande greve nacional planejada para quinta-feira para exigir a realização de um referendo para acabar com as reformas trabalhistas promovidas pelo presidente do país, Gustavo Petro, após a recusa do Senado.

Depois de um primeiro dia de manifestações que se espalharam por várias partes do país, as forças de segurança permanecerão alertas para possíveis "infiltrações" de "grupos violentos", já que o governo descreve como um "bloqueio institucional" do Senado.

Assim, o governo colombiano optou por uma estratégia de pressão com o objetivo de garantir que o pacote de reformas seja finalmente aprovado pelo Congresso do país.

O Ministério da Defesa indicou que, durante o primeiro dia de greve, houve pelo menos 36 marchas, quatro grandes mobilizações, 14 assembleias e sete bloqueios, todos eles distribuídos em 28 departamentos e 99 municípios em todo o país. Na maioria dos casos, a calma prevaleceu, com exceção de vários surtos de violência em Bogotá, a capital, bem como em Barranquilla e Cartagena.

O chefe do ministério, Pedro Sánchez, lembrou que as operações - que incluem quase 3.000 agentes e mais de 40 aeronaves para vigilância e voos de segurança - serão mantidas, de acordo com informações publicadas no jornal El Tiempo.

As instituições mais uma vez pediram um desenvolvimento "pacífico" dos protestos e enfatizaram a importância de evitar "atos de vandalismo". "Convidamos toda a comunidade a se expressar de forma livre, respeitosa e responsável, para que essa mobilização seja um sinal de convivência e exercício cívico em território colombiano", disse Sánchez.

REFORMA DO PETRO

O texto que o governo está tentando submeter à consulta inclui melhorias trabalhistas, como o pagamento de horas extras a partir das 19 horas da noite - e não a partir das 21 horas, como atualmente - e obriga as empresas a pagar salários integrais aos domingos e feriados.

Também é a favor de contratos permanentes e propõe acabar com os contratos de "prestação de serviços", embora os contratos temporários para "grandes obras" sejam mantidos, mas sem a possibilidade de introduzir extensões.

O documento também prevê um contrato de estágio para milhares de jovens que estudam na principal instituição de treinamento técnico e tecnológico da Colômbia, o Serviço Nacional de Aprendizagem (SENA), garantindo-lhes o pagamento de 100% do salário mínimo durante o período de estágio nas empresas.

O governo também propôs novas regulamentações para os trabalhadores de plataformas digitais, como Uber, Didi ou Rappi, para obter mais garantias trabalhistas e de segurança para seus funcionários. Nesse sentido, busca implementar a licença remunerada em caso de votação, atividades sindicais, sintomas "incapacitantes" ligados ao ciclo menstrual ou em caso de endometriose.

No entanto, os oponentes da medida alertam sobre as consequências econômicas e afirmam que essa reforma poderia afetar negativamente as pequenas e grandes empresas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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