Publicado 19/01/2026 10:55

A Colômbia confirma que as 26 vítimas mortais do confronto entre dissidentes das FARC pertencem ao grupo de "Mordisco".

Archivo - Arquivo - 16 de abril de 2023, San Vicente del Caguan, Caquetá, Colômbia: Nestor Gregorio Vera Fernandez, também conhecido como Ivan Mordisco, fala durante o anúncio do Estado-Maior Central (EMC) das FARC de iniciar negociações de paz com o gove
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 19 jan. (EUROPA PRESS) -

O Exército colombiano confirmou que os 26 corpos recuperados no município de El Retorno, no departamento de Guaviare, correspondem a membros da dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) comandadas por “Iván Mordisco”, no âmbito dos combates registrados na última sexta-feira com outro grupo armado, o de “Calarcá”.

O general Ricardo Roque informou que, uma vez recuperados os cadáveres, as forças de segurança colombianas já iniciaram o desdobramento necessário para recuperar o controle da zona, que faz parte das cobiçadas rotas do narcotráfico disputadas por esse tipo de organização armada.

“É uma guerra pelo controle das economias ilícitas”, afirmou nesta segunda-feira o comandante da Quarta Divisão do Exército em entrevista à Blu Radio. Roque explicou que a região, localizada na Amazônia colombiana, conta com duas importantes rotas de tráfico de drogas para o Peru e o Brasil. “Enquanto essas economias existirem, a situação continuará complicada, porque as facções controlam muitos recursos. Por isso, nosso objetivo para 2026 é atacar com maior eficácia as estruturas do narcotráfico”, afirmou o militar. As disputas entre essas duas dissidências das FARC geraram graves problemas humanitários nas regiões mais remotas de Guaviare, com deslocamentos e confinamentos da população, que também está sujeita, especialmente os mais jovens, ao recrutamento forçado.

A Colômbia está passando por um recrudescimento dos confrontos entre grupos armados que disputam os lucros não apenas do narcotráfico, mas também do tráfico irregular de recursos naturais, como madeira, ouro e outros minerais e metais preciosos.

Completa-se agora um ano da grave crise humanitária na região de Catatumbo, uma área fronteiriça com a Venezuela e historicamente abandonada pelos diferentes governos do país, onde a ausência do Estado permitiu um confronto entre as dissidências das FARC e a guerrilha do ELN que deixou uma centena de mortos e 100.000 afetados, entre pessoas deslocadas e reclusas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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