Sebastian Barros / Zuma Press / Europa Press
"Não vou permitir que as universidades públicas continuem sendo refúgios da violência sob nenhuma circunstância", afirma De la Espriella
MADRID, 14 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou um novo protocolo de segurança para autorizar a entrada da Polícia Nacional nas universidades públicas durante manifestações que degenerem em atos violentos, uma medida que causou mal-estar na comunidade universitária, por ser considerada um ataque à independência e à liberdade acadêmica que a Constituição garante às instituições de ensino superior.
“Dei instruções claras para estabelecer um protocolo nacional de atuação que permita distinguir quando estamos diante do exercício legítimo do protesto e quando há atos de violência, flagrante delito, perigo ou perturbações extraordinárias da ordem pública que exijam a intervenção das autoridades”, explicou o presidente.
De la Espriella argumentou, assim, que a autonomia universitária consagrada no artigo 69 da Constituição — que estabelece que as universidades têm suas próprias diretrizes e se regem por seus próprios estatutos — não deveria ser uma “licença para a impunidade” e que, a partir de agora, a Polícia será a “primeira autoridade operacional” para lidar com esses casos.
“A autonomia universitária não está acima da ordem pública. O que está ocorrendo em algumas universidades do país é inaceitável. O protesto pacífico realizado dentro dos limites da Constituição e da lei será respeitado e garantido pelo meu governo, mas o terrorismo urbano, o vandalismo, a destruição de infraestrutura e os ataques contra nossas forças de segurança e a população civil não são protestos”, afirmou.
De la Espriella indicou que “as universidades têm autonomia” e que essa é uma questão que “não está em discussão”. “A autonomia universitária não significa autonomia em matéria de ordem pública, nem transforma os campi em territórios subtraídos à Constituição, à lei ou à autoridade legítima do Estado”, reiterou.
No entanto, ele ressaltou que essa decisão protegerá os estudantes e o próprio Estado. “Não vou permitir que as universidades públicas continuem sendo santuários da violência sob nenhuma circunstância”, disse ele.
“Vou atrás de vocês, mesmo que isso signifique entrar nas universidades para retirá-los de lá e fazê-los pagar. A universidade é um território do conhecimento, das ideias e do debate: nunca pode se tornar um refúgio para a violência nem para o terrorismo”, acrescentou.
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