Publicado 28/05/2026 16:34

A Colômbia atribui os recentes confrontos entre "Mordisco" e "Calarcá" a tentativas de "ingerência" eleitoral

Archivo - Arquivo - 6 de março de 2026, Bogotá, Distrito Capital de Bogotá, Colômbia: O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, participa de uma coletiva de imprensa para anunciar a instalação de um PMU (Posto de Comando Unificado) para monit
Europa Press/Contacto/Andres Lozano - Arquivo

MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, acusou as facções dissidentes das FARC lideradas por “Iván Mordisco” e “Calarcá” — que nesta quinta-feira protagonizaram novos confrontos no sul do país, deixando cerca de 50 mortos — de quererem influenciar as eleições presidenciais deste domingo.

“Continuam sendo estruturas criminosas, que não têm nenhum amor pela vida, que são da morte e que, ao que parece, tentariam influenciar ou interferir na votação, seja por meio de coação ou para mostrar uma fraqueza do Estado”, afirmou em declarações à imprensa.

Os fatos ocorreram no setor de Barranco Colorado, em San José del Guaviare, em meio à acirrada disputa que mantêm as dissidências do Estado-Maior Central (EMC) de Néstor Gregorio Vera, conhecido como ‘Iván Mordisco’, e as do Estado-Maior de Blocos e Frente (EMBF) de Alexander Díaz Mendoza, conhecido como ‘Calarcá’, pelo controle do tráfico de drogas.

O prefeito de San José del Guaviare, Willy Alejandro Rodríguez, alertou que “podem ser mais” de 50 os mortos nesses combates. “Eles disputam o território, disputam esses corredores e, de fato, em algum momento se encontram”, disse ele em declarações à emissora Blu Radio.

Por sua vez, as dissidências de 'Calarcá' falaram de 52 baixas em combate, todas, exceto duas, nas fileiras de 'Mordisco'. A estrutura do EMBF 'Isaías Carvajal' relatou que estavam descansando em um acampamento localizado na zona rural de La Siberia quando foram surpreendidos por cerca de 250 homens de 'Mordisco'.

Guaviare está localizada na fronteira entre as regiões da Orinoquía e da Amazônia, áreas onde historicamente operaram primeiro as FARC e, posteriormente, grupos que não aderiram ao processo de paz de 2016. Em janeiro deste ano, outro confronto entre esses grupos deixou cerca de trinta mortos.

Este novo confronto ocorre em um momento em que o Ministério Público pressiona o governo de Gustavo Petro para reativar o mandado de prisão contra “Calarcá”, em uma tentativa de avançar em possíveis negociações de paz. Não é o caso de “Iván Mordisco”, que já é o homem mais procurado pelas autoridades colombianas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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