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MADRID 21 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo a morte de Iván Jacob, conhecido como “Marlon”, um dos principais líderes das dissidências do Estado-Maior Central (EMC) das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e braço direito de “Iván Mordisco”, em uma operação realizada no departamento de Cauca, no oeste do país.
“Não gosto de falar de mortos, porque são colombianos que não deveriam ter morrido se houvesse paz. Mas o chefe máximo das frentes do Cauca, que havia enfrentado o governo e matado indígenas e caucanos em geral, conhecido como ‘Marlon’, braço direito de ‘Iván Mordisco’, foi morto em combate”, afirmou o presidente colombiano em suas redes sociais algumas horas antes do início das eleições para escolher o novo presidente do país.
Dessa forma, Petro afirmou que se trata “do golpe mais duro contra as estruturas armadas da máfia que já desferimos no oeste da Colômbia” e esclareceu que se trata de “uma vitória do Exército” e que significa “mais segurança para a Colômbia”.
“A Colômbia pode se desligar das economias ilícitas e construir sua paz”, concluiu.
Sobre o criminoso colombiano pesava um mandado de busca e apreensão e, desde abril, uma recompensa de 5.000 milhões de pesos colombianos (cerca de 1,2 milhão de euros), a “recompensa mais alta”, segundo o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, “já fixada na Colômbia”.
Alias ‘Marlon’ tinha um extenso histórico criminal. Entre seus antecedentes, destaca-se a detonação de um artefato explosivo na Rodovia Pan-Americana, mais precisamente no setor de El Túnel (município de Cajibío, centro do Cauca), um atentado que tirou a vida de 20 civis e deixou mais de 40 feridos.
Até o momento, as autoridades não revelaram os detalhes da operação que teria posto fim às ações do criminoso.
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