CANCILLERÍA DE COLOMBIA EN X
MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades colombianas anunciaram nesta quarta-feira que concederam "asilo diplomático" a uma advogada venezuelana que o solicitou por sua dissidência com o governo de Nicolás Maduro, depois que ela denunciou publicamente nesta semana a recusa da Venezuela em lhe conceder um salvo-conduto com o argumento de que "não há perseguição contra (ela)".
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia confirmou que María Alejandra Díaz Marín, que permanece refugiada na Embaixada da Colômbia em Caracas, "argumentou que é vítima de perseguição por motivos políticos e ideológicos por parte do Estado venezuelano", razão pela qual lhe foi concedido "asilo diplomático" em 11 de janeiro deste ano.
A pasta diplomática colombiana indicou em um comunicado que, após informar as autoridades do país vizinho sobre sua decisão, "solicitou a concessão do respectivo salvo-conduto para que a Sra. Díaz Marín possa viajar de" sua embaixada em Caracas para o aeroporto localizado nos arredores da capital venezuelana, além de "receber as facilidades correspondentes para" pegar um voo para a Colômbia.
De acordo com a nota publicada em sua conta na rede social X, "o governo venezuelano, por meio de vários canais diplomáticos, declarou que, no caso da Sra. Díaz Marín, não é necessário emitir um salvo-conduto, pois ela não está sujeita a nenhum mandado de prisão ou processo legal".
Essas declarações de Bogotá vêm depois que a própria Díaz emitiu um extenso comunicado em seu perfil no X na terça-feira, relatando seu caso - incluindo, segundo ela, que em novembro de 2024 a Suprema Corte a suspendeu do livre exercício profissional da advocacia, sem o devido processo - e denunciando a recusa de Caracas ao seu pedido, alegando o "perigo de deixar a residência do embaixador sem a devida proteção".
A esse respeito, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia advertiu que a advogada fez essas declarações "sob sua própria responsabilidade (...) não cumprindo as condições acordadas no momento da concessão do asilo diplomático", embora tenha assegurado que ela manterá sua "devida proteção e condições adequadas de permanência".
"A Colômbia continuará promovendo um diálogo franco e respeitoso com a Venezuela, com o objetivo de explorar alternativas para superar essa situação o mais rápido possível, sempre em conformidade com as normas internacionais", concluiu.
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