Publicado 08/01/2026 10:43

A Colômbia afirma que Trump reconheceu que "lhe tinham dito algo completamente diferente" sobre Petro.

BOGOTÁ, 8 de janeiro de 2026 — O presidente colombiano Gustavo Petro discursa durante um comício na Plaza de Bolívar, em Bogotá, Colômbia, em 7 de janeiro de 2026. Petro confirmou que teve uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donal
Europa Press/Contacto/Andres Moreno

Benedetti detalha que não foi abordada a retirada do presidente da lista de sancionados dos EUA MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) -

O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, garantiu nesta quinta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu ao seu homólogo, Gustavo Petro, em sua recente ligação telefônica, que “lhe haviam dito algo diferente” em relação às acusações de narcotráfico contra o presidente e o governo colombiano.

“O presidente Trump, na conversa, sempre aceita que lhe tinham dito algo completamente diferente do presidente Petro e o tom sempre foi muito bom”, revelou o ministro do Interior em entrevista à Caracol Radio.

Benedetti indicou que, após a troca de ataques e declarações entre os dois mandatários e as ameaças de uma possível intervenção americana, o governo considerou importante estabelecer um “contato direto” entre os dois porque entendiam que estavam “enganando” Trump em relação à figura de Gustavo Petro. PETRO DEFENDEU SEU HISTÓRICO NA LUTA CONTRA O NARCOTRÁFICO

Nesse sentido, ele contou que o presidente Petro informou ao chefe da Casa Branca seu histórico na luta contra o narcotráfico, apoiando-se em uma série de números coletados em um trabalho de coordenação entre as forças colombianas e os próprios serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Benedetti também revelou que, durante a conversa, falou-se em “dar duro” nas posições da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) na fronteira com a Venezuela, mas não na possibilidade de Trump retirar da lista de sanções tanto o seu nome como o do presidente Petro.

No final de outubro de 2025, em meio ao agravamento das relações entre Washington e Bogotá, Trump incluiu Petro e seu círculo mais próximo, entre eles a primeira-dama — de quem está separado há vários anos —, bem como Benedetti, na chamada lista “Clinton” por supostas ligações com o narcotráfico.

Após essa conversa telefônica e com o convite a Petro para se encontrar com Trump nos Estados Unidos, por enquanto parece que os ânimos se acalmaram após a escalada provocada pelo sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e em meio às ameaças de Washington de intervir em outros países da região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado