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Benedetti detalha que não foi abordada a retirada do presidente da lista de sancionados dos EUA MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, garantiu nesta quinta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu ao seu homólogo, Gustavo Petro, em sua recente ligação telefônica, que “lhe haviam dito algo diferente” em relação às acusações de narcotráfico contra o presidente e o governo colombiano.
“O presidente Trump, na conversa, sempre aceita que lhe tinham dito algo completamente diferente do presidente Petro e o tom sempre foi muito bom”, revelou o ministro do Interior em entrevista à Caracol Radio.
Benedetti indicou que, após a troca de ataques e declarações entre os dois mandatários e as ameaças de uma possível intervenção americana, o governo considerou importante estabelecer um “contato direto” entre os dois porque entendiam que estavam “enganando” Trump em relação à figura de Gustavo Petro. PETRO DEFENDEU SEU HISTÓRICO NA LUTA CONTRA O NARCOTRÁFICO
Nesse sentido, ele contou que o presidente Petro informou ao chefe da Casa Branca seu histórico na luta contra o narcotráfico, apoiando-se em uma série de números coletados em um trabalho de coordenação entre as forças colombianas e os próprios serviços de inteligência dos Estados Unidos.
Benedetti também revelou que, durante a conversa, falou-se em “dar duro” nas posições da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) na fronteira com a Venezuela, mas não na possibilidade de Trump retirar da lista de sanções tanto o seu nome como o do presidente Petro.
No final de outubro de 2025, em meio ao agravamento das relações entre Washington e Bogotá, Trump incluiu Petro e seu círculo mais próximo, entre eles a primeira-dama — de quem está separado há vários anos —, bem como Benedetti, na chamada lista “Clinton” por supostas ligações com o narcotráfico.
Após essa conversa telefônica e com o convite a Petro para se encontrar com Trump nos Estados Unidos, por enquanto parece que os ânimos se acalmaram após a escalada provocada pelo sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e em meio às ameaças de Washington de intervir em outros países da região.
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