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MADRID, 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O partido Juntos pelo Peru, do candidato à presidência Roberto Sánchez, convocou nesta sexta-feira, 19 de junho, uma “grande mobilização” em Lima, a capital, “em defesa do voto, da vitória do povo e da democracia”, à medida que a apuração do segundo turno das eleições de 7 de junho chega ao fim.
“O voto dos cidadãos foi deslegitimado”, afirmou o partido, que também pediu aos seus apoiadores que se reúnam nas principais praças das cidades a partir desta quarta-feira. “O direito à fiscalização democrática e à mobilização pacífica é um direito constitucional”, reforçou Sánchez nas redes sociais.
O partido denunciou “a falta de transparência” dos órgãos estatais durante o processo eleitoral, bem como as “manobras político-midiáticas” que vêm atentando contra a soberania do povo. Para o Juntos pelo Peru, existe “uma clara vontade corporativa contrária aos interesses da maioria”.
“O voto não será silenciado. A vitória do povo será respeitada”, destacou o Juntos pelo Peru em um comunicado no qual antecipa que o partido não aceitará “que seja imposto um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem nenhuma dúvida ou controvérsia”.
Uma afirmação que contrasta com as declarações feitas há alguns dias pela porta-voz do partido, Anahí Durand, que afirmou que “ter dúvidas razoáveis” ou “apresentar contestações” não significa que eles não reconhecerão os resultados.
Nessa linha, manifestou-se nesta terça-feira Sánchez, que, por um lado, ressaltou que “a democracia se fortalece quando o veredicto das urnas é respeitado sem restrições”, ao mesmo tempo em que defendeu que exigir “zero controvérsias” e defender o devido processo legal “é o mínimo” para alcançar legitimidade.
“A recontagem e a transparência não prejudicam a democracia, mas a fortalecem, pois o poder nasce do voto dos cidadãos, não de manobras políticas. Devemos acabar com uma ‘democracia híbrida’”, escreveu Sánchez, que defendeu o direito do povo à “vigilância democrática e à mobilização pacífica”.
Com pouco mais de 99% das cédulas apuradas, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) coloca a candidata do Fuerza Popular, Keiko Fujimori, com 50,09% dos votos, apenas 35.600 votos a mais que Sánchez, que fica com 49,9% dos votos do eleitorado peruano.
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