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A Defesa Civil Saudita emite seis alertas de “perigo” em seus territórios
MADRID, 15 set. (EUROPA PRESS) -
A coalizão para o Iêmen liderada pela Arábia Saudita denunciou na madrugada desta terça-feira que as milícias rebeldes houthis teriam lançado ataques contra três cidades sauditas no sudoeste e no oeste do país, causando ferimentos a treze civis e danos materiais, em meio a uma escalada especialmente intensificada pela ofensiva huti para tomar a cidade de Mocha e outros pontos da costa do Mar Vermelho.
“A milícia lançou ataques contra alvos civis nas cidades de Jamis Mushait, Abha (ambas no sudoeste saudita, próximas à fronteira com o Iêmen) e Taif (no leste, quase 600 quilômetros mais ao norte), utilizando vários mísseis balísticos e drones”, afirmou o porta-voz oficial das forças da referida coalizão, Turki al Maliki, em um comunicado divulgado nas redes sociais.
Esses ataques, precisou ele, “causaram ferimentos de gravidade variada, de leves a moderados, a treze civis”, bem como “danos em sete residências e dois veículos”.
“O Comando das Forças Conjuntas da Coalizão responderá a esses ataques com responsabilidade e firmeza para proteger a soberania do Reino, bem como os alvos civis e a população civil, diante dessas agressões atrozes”, advertiu Al Maliki, invocando “o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas (que reconhece o direito inerente dos Estados à legítima defesa individual ou coletiva em caso de ataque armado), o princípio da legítima defesa e o Direito Internacional Humanitário consuetudinário”.
Além disso, o porta-voz destacou que o comando das forças da coalizão “adotará todas as medidas operacionais necessárias para dissuadir essa milícia terrorista e fazer frente à sua postura hostil e extremista”.
A denúncia das forças lideradas por Riade ocorreu na mesma madrugada em que a Defesa Civil Saudita enviou alertas à população nas províncias de Taif, Jeddah, Jazan, Al Ula e Yanbu, bem como na cidade de Abha. Todas elas, exceto a de Jidá — que ainda permanece em vigor —, foram suspensas apenas meia hora depois, aproximadamente, de sua divulgação.
Essas mensagens instam a população afetada a tomar medidas como “dirigir-se imediatamente ao local seguro mais próximo, como o interior de um prédio ou um cômodo afastado das janelas, e permanecer lá até que o perigo tenha passado”, “não sair” de suas residências, manter-se “longe de áreas abertas e vidros” e não permanecer em varandas ou telhados. Além disso, para aqueles que estiverem longe desses locais, o órgão recomenda “refugiar-se atrás de uma cobertura sólida”.
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